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Inflação no Rio: turistas denunciam preços abusivos e golpes na areia

Práticas abusivas e a chamada "inflação do réveillon" elevam custos em Copacabana; vendedores são presos por cobranças exorbitantes de até R$ 2 mil

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31/12/2025 01:03 • Atualizado há 298 dias

Inflação no Rio: turistas denunciam preços abusivos e golpes na areia

A chegada do verão e a proximidade das festas de final de ano trouxeram de volta um fenômeno conhecido como a "inflação do réveillon". Nas areias das praias do Rio de Janeiro, o custo para consumir subiu de forma acentuada, com relatos de produtos que tiveram os preços triplicados ou até quadruplicados, dependendo do perfil do consumidor. Nesta terça-feira, com termômetros marcando acima dos 37 graus, o movimento intenso nas praias serviu de cenário para diversas reclamações sobre práticas abusivas.

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A variação de preços parece seguir uma lógica informal e discriminatória baseada no sotaque ou na nacionalidade. Turistas de outros estados e estrangeiros afirmam que os valores apresentados são superiores aos cobrados dos moradores locais.

O assessor parlamentar João Henrique relatou que uma garrafa de água, antes vendida a R$ 4, chegou a custar R$ 12. Já a recepcionista Evelyn Dias confirmou a percepção de tabelas diferenciadas: "Quem é do Rio cobram um preço, quem é de outro estado é outro, quem é gringo é outro".

Estratégias de economia e denúncias nas redes

Para fugir dos preços salgados, alguns frequentadores adotam táticas de sobrevivência financeira. É o caso do pedreiro Genival Nunes, que prefere levar o próprio consumo de casa em "coolers" e sacolas cheias, após passar no supermercado. Outros tentam a sorte no diálogo; a cabeleireira Daiane França conseguiu reduzir o valor do aluguel da cadeira de R$ 30 para R$ 10 após uma negociação direta com o barraqueiro.

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Nas redes sociais, a indignação ganhou tom de denúncia. Vídeos que circulam na internet mostram cobranças consideradas irreais pelos consumidores, como uma porção de aipim por R$ 80 ou camarão empanado por R$ 200 — valores muito superiores aos praticados em mercados e feiras de bairros como Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Casos de polícia e prisões na orla

O aumento do movimento nas praias cariocas veio acompanhado de práticas que ultrapassam o abuso comercial e configuram crime. Este ano, a polícia já efetuou prisões de vendedores envolvidos em golpes contra turistas. Entre os registros mais graves estão a cobrança de R$ 300 por dois milhos cozidos e uma caipirinha que custou mais de R$ 2 mil a um visitante.

Diante do risco de fraudes nas máquinas de cartão, turistas estrangeiros, como os argentinos que frequentam a orla, têm redobrado os cuidados. A orientação das autoridades é sempre exigir o comprovante de pagamento e conferir o valor digitado na máquina antes de aproximar ou inserir o cartão. A fiscalização promete intensificar as ações para coibir o que chamam de "golpe do turismo" durante a alta temporada.

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