Jornal da Noite

Justiça do Rio absolve os réus acusados pela tragédia no Ninho do Urubu

O incêndio, que aconteceu no ano de 2019, matou 10 jogadores da categoria de base do Flamengo

Da redação
DA REDAÇÃO

21/10/2025 • 23:50 • Atualizado em 21/10/2025 • 23:50

Na noite desta terça-feira (21), a Justiça do Rio de Janeiro absolveu todos os réus acusados pela tragédia no Ninho do Urubu. O incêndio, que aconteceu no ano de 2019, matou 10 jogadores da categoria de base do Flamengo e comoveu o país. A sentença foi publicada na 36ª Vara Criminal da Comarca da Capital, assinada pelo juiz Tiago Fernandes de Barros.

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Onze pessoas foram denunciadas por incêndio culposo e lesão corporal grave. Sete foram absolvidas agora e outras quatro tiveram as denúncias rejeitadas ou foram retiradas do processo antes. A decisão ainda cabe recurso.

O processo envolvia dirigentes do clube e engenheiros da empresa responsável pelo alojamento provisório onde os atletas dormiam. A suspeita é que o fogo tenha começado depois de um curto-circuito num aparelho de ar-condicionado.

O que diz a Justiça

O magistrado apontou na decisão que não há demonstração de culpa penal e disse não ser possível estabelecer causa e efeito entre as condutas individuais dos réus e o fato.

Ainda de acordo com a decisão, não há provas suficientes que fundamentem a condenação. Ele aponta que nenhum dos acusados tinha atribuições diretas sobre a manutenção ou segurança elétrica dos módulos que alojavam os garotos.

Réus do incêndio Ninho do Urubu em 2019

  1. Antonio Marcio Mongelli Garotti
  2. Claudia Eira Rodrigues
  3. Danilo da Silva Duarte
  4. Fabio Hilario da Silva
  5. Weslley Gimenes
  6. Edson Colman da Silva
  7. Eduardo Bandeira de Mello (retirado em fevereiro pela idade)
  8. Marcelo Maia de Sá

A pena por causar incêndio varia, segundo o artigo 250 do Código Penal, de três a seis anos de reclusão e multa. Em caso de resultar em morte, é aplicada a pena aumentada de um terço. Multiplica-se, ainda, a quantidade de vezes que o crime foi cometido.

Outros processos

Outros processos sobre o caso ainda correm. Em julho, o Flamengo foi condenado em primeira instância pela Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro a indenizar Benedito Ferreira, ex-segurança do clube que atuou no resgate das vítimas.

Segundo a decisão, o clube foi sentenciado a pagar R$ 100 mil por danos morais e R$ 500 mil por danos materiais, totalizando R$ 600 mil.

A Justiça também determinou o pagamento de pensão em forma vitalícia, limitada até os 78 anos de Benedito. O funcionário decidiu processar o clube carioca após desenvolver doença psiquiátrica grave e incapacitante.

Com informações da Agência Estado