Novas tecnologias reduzem perdas de grãos no campo em Mato Grosso
Produtores conhecem maquinários modernos com inteligência artificial e satélite para combater plantas daninhas e otimizar a pulverização

Mato Grosso ostenta o título de maior produtor de grãos do país, mas manter essa posição exige corte de desperdícios e ganho contínuo de produtividade. Produtores do município de Diamantino conheceram recentemente máquinas agrícolas equipadas com tecnologias avançadas de pulverização que prometem elevar a eficiência nas lavouras.
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Com a colheita do milho segunda safra finalizada e o algodão praticamente recolhido, o foco do campo se volta para o preparo do plantio da soja. Antes mesmo de a semente ser lançada ao solo, o desafio é combater os invasores indesejados.
Segundo dados da Embrapa, plantas daninhas provocam perdas estimadas entre 13% e 15% no cultivo de grãos. Quando somadas aos prejuízos causados por pragas e doenças, a conta chega à marca de R$ 60 bilhões por ano. Para reverter esse cenário, maquinários de alta tecnologia têm conquistado espaço estratégico.
"Acho que é obrigação do produtor entregar produtos de qualidade. Quando se fala em pragas, plantas daninhas, tudo isso diminui produtividade. Então a gente sabe que as culturas vêm com características de produção e o que interfere é como o produtor ou o sistema de mecanização adotado vai atrapalhar nesse manejo", destaca o produtor rural Rodrigo Konageski.
Pulverização inteligente e economia
Os novos equipamentos contam com barras que chegam a 40 metros de largura. Nesses sistemas, o operador não precisa mais identificar planta por planta manualmente: câmeras de alta precisão fazem a leitura instantânea da área enquanto o veículo avança, acionando o jato de defensivos de forma cirúrgica apenas onde há um alvo real a ser combatido.
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Além disso, a conectividade via satélite assegura o armazenamento de todos os dados da operação em tempo real, mesmo em regiões onde a cobertura de internet móvel é limitada.
De acordo com Renato Granato, diretor comercial da Áster (concessionária John Deere), a precisão tecnológica transforma o impacto financeiro e ecológico da atividade:
"Ele consegue até 90% de redução na aplicação de defensivos. Ou seja, eu consigo ter uma sustentabilidade da operação do cliente, porque ele economiza na aplicação de defensivos e eu contribuo com o meio ambiente."
