A forte onda de calor que atinge o Hemisfério Norte segue alimentando grandes incêndios florestais em diferentes continentes. Impulsionadas por temperaturas que ultrapassam os 40°C e por condições de seca extrema, as chamas avançam em ritmo acelerado e ameaçam zonas urbanas e rurais.
Na Espanha, país considerado o mais afetado da União Europeia pelo fogo neste ano, os incêndios já destruíram mais de 100 mil hectares de vegetação. As chamas avançaram rapidamente sobre áreas residenciais nos arredores da capital, Madri, e na província de Ávila, mobilizando brigadas de emergência.
Evacuações em massa e emergência na África
A situação também é crítica na vizinha França. Na região de Bordeaux, conhecida pela produção vinícola, o avanço do fogo forçou a evacuação de mais de 10 mil pessoas de suas casas. Equipes de bombeiros enfrentam dificuldades para conter os focos devido aos ventos fortes e à baixa umidade do ar.
O impacto das altas temperaturas ultrapassa o continente europeu e atinge o norte do continente africano. Na Argélia, as autoridades locais registraram quase 200 focos de incêndio florestal em um intervalo de apenas 24 horas.
Especialistas e cientistas alertam que a recorrência e a intensidade desses episódios de calor extremo e queimadas são reflexos diretos das mudanças climáticas globais, que tornam os verões cada vez mais rigorosos e perigosos.
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