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PF investiga infiltração de agentes públicos em milícia no Rio de Janeiro

Operação mira grupo armado com atuação na Baixada Fluminense; vereador é suspeito de integrar esquema com movimentação de R$ 350 milhões

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21/08/2026 00:15 • Atualizado há 65 dias

PF investiga infiltração de agentes públicos em milícia no Rio de Janeiro

A Polícia Federal investiga a infiltração de agentes públicos em uma organização miliciana armada atuante na Baixada Fluminense, no Estado do Rio de Janeiro. Entre os principais alvos da apuração está o vereador Vagner Mateus dos Santos (PRD), conhecido como Vaguinho Neguinho, suspeito de integrar o esquema criminoso.

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Vaguinho exerce o terceiro mandato como vereador no município de Nova Iguaçu e concorre como candidato a deputado estadual pelo Partido da Renovação Democrática (PRD). O político foi alvo de mandados judiciais durante ação conjunta da corporação com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

O grupo paramilitar investigado é chefiado por Gilson Ingrácio de Souza Junior, conhecido como Juninho Varão, apontado pelas forças de segurança como foragido da Justiça. A quadrilha mantém o controle de bairros em Nova Iguaçu e avança sobre municípios vizinhos na região metropolitana.

As apurações policiais apontam que o bando atua por meio de coerção armada, violência e intimidação física para explorar economicamente territórios sob seu domínio. O objetivo central é assegurar a exploração exclusiva de serviços essenciais, como a distribuição de gás de cozinha e o fornecimento clandestino de sinal de internet.

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Para desarticular a quadrilha, equipes da PF e promotores do Ministério Público saíram às ruas nesta quinta-feira para cumprir 23 mandados de busca e apreensão. As diligências operacionais concentraram-se em endereços ligados aos investigados em Nova Iguaçu e na capital fluminense.

A ofensiva busca recolher documentos, computadores e mídias eletrônicas para aprofundar as provas sobre a ligação direta de agentes políticos com os líderes do crime organizado local. O inquérito policial teve início após um relatório de inteligência emitido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento identificou transações financeiras atípicas e suspeitas que ultrapassam a marca de R$ 350 milhões.

Diante dos dados bancários apresentados, a Justiça determinou o bloqueio imediato de contas e ativos financeiros dos alvos. Também foram expedidas ordens de sequestro e decretação de indisponibilidade de bens móveis e imóveis ligados aos envolvidos.

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Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa apresenta divisão estruturada de tarefas, composta pelos núcleos de comando, financeiro, operacional, territorial e político. A área política atuava para garantir proteção institucional, influência territorial e facilitação burocrática nas administrações locais. Os alvos da ação penal responderão formalmente pelos crimes de organização criminosa armada, extorsão e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas podem levar a longos períodos de reclusão.

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