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Kassab diz que chance de Flávio vencer é "zero" e que Centrão está com Lula

Presidente do PSD afirma que Centrão se alinha à reeleição de Lula e comemora aumento do tempo de TV para Caiado

Da redação
DA REDAÇÃO

14/08/2026 • 09:56 • Atualizado em 14/08/2026 • 19:52

O presidente do PSD e candidato a vice-presidente, Gilberto Kassab, afirmou na quinta-feira (13), em encontro com cerca de 200 integrantes do setor produtivo no Iate Clube de Santos, em Higienópolis, área nobre de São Paulo, que a chance de o senador Flávio Bolsonaro (PL) se eleger é "zero" e que ele deve "desabar" nas pesquisas quando a campanha começar oficialmente no domingo (16).

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Kassab disse aos presentes que os levantamentos atuais não refletem o cenário de campanha e classificou as sondagens como "tendenciosas". Segundo ele, o senador está "preservado" de críticas diretas neste momento e ainda não enfrenta ataques dos adversários.

"A própria pesquisa é tendenciosa porque ela não pega o Flávio que está apanhando durante a campanha. Ele está sendo preservado. Na hora que o PT mostrar quem é o Flávio e as pessoas que estão no entorno dele, ele vai desabar", declarou Kassab na reunião.

Centrão e alinhamento com Lula

Ao tratar da posição das siglas do Centrão na disputa eleitoral, Kassab avaliou que, apesar do discurso oficial de neutralidade, essas legendas se aproximam da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Os partidos do Centrão não estão apoiando o Caiado, estão com Lula (...). Caiado não é a terceira via, é a alternativa", afirmou, sob aplausos.

Na visão do dirigente, o fato de os partidos do bloco não lançarem candidatura própria nem se coligarem formalmente com Lula ou Flávio favorece o projeto da chapa que tem Ronaldo Caiado (PSD) como cabeça de chapa. Sem o tempo dessas siglas nas propagandas de rádio e TV, ele calculou que Caiado passou de 50 segundos para 2 minutos e 20 segundos no horário eleitoral.

"É uma eternidade, quase uma novela no horário gratuito", disse Kassab, ao destacar que a ampliação do espaço pode ajudar a tornar Caiado mais conhecido entre o eleitorado e a apresentar suas propostas ao público.

Empresariado busca alternativa

O encontro foi organizado pelo próprio Kassab e pelo ex-ministro Andrea Matarazzo (PSD), em meio à avaliação da campanha de que uma parcela do empresariado está desanimada com a candidatura de Flávio Bolsonaro e procura uma opção na corrida eleitoral.

A plateia era formada principalmente por empresários do agronegócio e dos setores financeiro, industrial e de mineração. Entre os presentes estavam o presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, o pecuarista Jovelino Mineiro, o acionista do grupo Jacto, fabricante de máquinas agrícolas, Shiro Nishimura, a socialite Narcisa Tamborindeguy e a presidente da Comunitas, Regina Esteves.

Caiado endurece discurso contra PT

Candidato apoiado por Kassab, Caiado foi aplaudido em diversos momentos do evento. Em sua fala, ele afirmou que o PT é conivente com o narcotráfico e prometeu "colocar um freio" nos "covardezinhos" que praticam feminicídio.

O ex-governador também afirmou que um país com Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), "não precisa de inteligência artificial", em crítica à condução da economia e à adoção de novas tecnologias.

Reformas e críticas a adversários

Ao apresentar seu programa, Caiado disse que pretende realizar reformas administrativa e política, com a implantação do voto distrital misto, além de retomar pontos da reforma trabalhista aprovada no governo Michel Temer (MDB).

Segundo ele, mudanças nas regras trabalhistas aprovadas em 2017 foram "mutiladas" por decisões de tribunais superiores, o que, na sua avaliação, teria reduzido a segurança jurídica para empregadores e empregados.

Caiado também chamou Lula e Flávio de "fujões" por não participarem de debates e sabatinas durante a pré-campanha. Ele sugeriu que o Congresso aprove uma lei determinando que candidatos que se recusarem a comparecer a esses eventos tenham o registro de candidatura negado pela Justiça Eleitoral.

Com informações do Estadão Conteúdo.