O professor de relações internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan, conversou, neste sábado (28), com a Rádio BandNews FM e comentou sobre as recentes declarações do presidente americano Donald Trump sobre a guerra no Irã, que completou um mês. Trevisan fez reflexões sobre a postura dos Estados Unidos e seus aliados, utilizando metáforas e exemplos históricos para ilustrar o cenário atual.
Durante a conversa, Trevisan fez referência ao programa de humor americano "Saturday Night Live", que frequentemente satiriza figuras políticas. Ele comparou Trump a um personagem que, ao calçar um tênis mágico, "ganha o poder de convencer os outros da realidade paralela em que ele vive". SegundoTrevisan, essa postura se reflete nas afirmações de Trump sobre o conflito. Em suas palavras, "Trump está usando o tênis com o nome dele ou ele ganhou a guerra mesmo e a gente não sabe?".
O especialista destacou que "os Estados Unidos estão isolados" diante do conflito, apesar das tentativas de protagonismo. Trevisan utilizou metáforas futebolísticas para explicar a situação: "O Irã joga absolutamente parado, o Irã não sai do lugar", argumentando que, mesmo com a morte de lideranças, "não adianta matar liderança. Fato é, a capa da economia, se desta semana não é a da semana passada valia, mas a décima semana é melhor".
Ao analisar o potencial de vitória na guerra, Trevisan afirmou: "A guerra não é ganha por equipamento, a guerra ganha por vontade". Ele ressaltou que, historicamente, países menores e menos equipados já resistiram aos Estados Unidos, citando exemplos como Vietnã e Afeganistão. "O presidente americano tem pesquisa de popularidade chega 1 hora que o americano enche o saco da guerra", observou.
O professor também abordou a disposição da população iraniana, citando que "1 milhão de pessoas se inscreveram no Irã para se defender". Em contrapartida, destacou a diferença de mobilização nos Estados Unidos: "Você tem 5000 homem num país de 330 milhões de habitantes que deslocar 5000 homens? Para mim, 500 anos atrás".
Trevisan questionou a ausência de uma justificativa clara para o conflito, afirmando: "Não há explicação para essa guerra do ponto de vista dos Estados Unidos". Segundo ele, "nós continuamos sem resposta" sobre os objetivos americanos, e a guerra teria sido iniciada sem uma estratégia definida.
O professor também mencionou as ameaças recentes dos Estados Unidos contra Cuba e a chegada de cargueiros russos à ilha, ilustrando a falta de coerência nas ações americanas. "Ao iniciar a guerra, é plano b, plano c, porque tudo muda quando a guerra começa", comentou, reforçando a ideia de que não há um planejamento sólido.
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