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Líderes europeus condenam repressão no Irã e mortes chegam a 648

Governos da França, Noruega e Holanda exigem fim da violência estatal e respeito aos direitos humanos; ONU e Conselho da Europa alertam para risco global

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

12/01/2026 • 17:37 • Atualizado em 12/01/2026 • 17:45

Protestos no Irã

Protestos no Irã

Stringer/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

Líderes de diversas nações europeias manifestaram-se formalmente contra a repressão violenta aos protestos que atingem o Irã desde o fim de dezembro. Segundo levantamento da ONG Iran Human Rights, sediada na Noruega, o balanço de vítimas fatais já atinge ao menos 648 pessoas. O movimento, iniciado por razões econômicas, transformou-se em uma onda de manifestações contra o regime da República Islâmica em diversas cidades, incluindo a capital, Teerã.

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O secretário-geral do Conselho da Europa, Alain Berset, classificou a resposta do governo iraniano como uma "repressão mortal". De acordo com o dirigente, o uso da força e o bloqueio da internet no país não apenas violam direitos fundamentais, mas colocam em risco a estabilidade regional e global. Berset convocou uma reunião com embaixadores para discutir medidas que garantam o respeito ao direito internacional e à Carta da ONU.

Posicionamento das potências europeias

O presidente da França, Emmanuel Macron, condenou o que chamou de "violência estatal" contra homens e mulheres que reivindicam seus direitos. Macron reiterou que a defesa das liberdades fundamentais é um princípio universal. No mesmo sentido, o primeiro-ministro da Holanda, Dick Schoof, destacou que os manifestantes merecem apoio internacional e exigiu a libertação de detidos e o restabelecimento do acesso à rede mundial de computadores.

A Noruega também subiu o tom contra Teerã. O primeiro-ministro Jonas Gahr Støre descreveu o uso da força pelas autoridades como "grave e desproporcional". Para o líder norueguês, uma nova escalada da violência seria perigosa para a segurança da região. O posicionamento foi acompanhado pelos Ministérios das Relações Exteriores da Suíça e de Portugal, que apelaram pelo fim imediato das detenções e mortes.

Direito ao protesto e liberdade de expressão

O primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, repudiou a "supressão brutal" dos atos civis. Martin enfatizou que o povo iraniano possui o direito fundamental ao protesto pacífico e cobrou o início de um diálogo por parte das autoridades locais.

Apesar da pressão diplomática e da condenação internacional, o cenário interno permanece de alta tensão. Os principais pontos defendidos pelos líderes europeus incluem:

O fim imediato da violência contra civis;

A restauração do acesso à internet em todo o país;

O respeito à liberdade de expressão e à Carta da ONU.

Resposta do regime iraniano

Em contrapartida às críticas externas e à continuidade dos atos em grandes cidades, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, afirmou que o governo não recuará. O líder classificou os manifestantes como "vândalos" e manteve a diretriz de repressão para conter as manifestações que desafiam a estrutura da República Islâmica.