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Lula diz que quer fechar reforma ministerial depois do Carnaval

Presidente participou solenidade para lançar a concessão da obra do túnel Santos-Guarujá; ele disse que a demissão de Nísia Trindade se deu porque o governo precisa de mais 'agressividade'

ESTADÃO CONTEÚDO

27/02/2025 • 12:59 • Atualizado em 27/02/2025 • 13:03

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante programa 'Conversa com o Presidente'

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante programa 'Conversa com o Presidente'

Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em entrevista à TV Record, que pretende fechar sua reforma ministerial depois do Carnaval. O presidente repetiu o que já disse na quarta-feira (26): que já escolheu o próximo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, mas que ainda não conversou com a pessoa.

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"Já tenho a pessoa escolhida, mas não posso avisar porque não conversei com a pessoa ainda, então não quero que a pessoa saiba que ela vai ser ministra ou ele vai ser ministro pela Record, quero que saiba pela minha boca. Tenho que fazer alguma reforma, vou ter que mexer no governo, mas tenho que fazer com muito cuidado", afirmou.

Lula elogiou a ministra da Saúde, Nísia Trindade, chamada por ele de "amiga pessoal" e "companheira da mais alta qualidade". Nísia foi demitida do Ministério da Saúde para dar lugar a Alexandre Padilha, que ocupa atualmente a Secretaria de Relações Institucionais. A troca, segundo o presidente da República, é porque o governo precisa de mais "agressividade" nesse momento.

"Nísia era uma companheira da mais alta qualidade, minha amiga pessoal, mas estou precisando de um pouco mais de agressividade na política que o governo tem que aplicar, mais agilidade, mais rapidez. Por isso estou fazendo algumas trocas. Espero que depois do Carnaval eu conclua o que quero mudar, porque não é só escolher quem tira, é escolher quem vai entrar", declarou.

Lula disse que seu governo é "muito amplo" e que praticamente "todos os partidos, com exceção do PL, estão no governo".

"Meu governo é muito amplo. Se for analisar, todos os partidos, com exceção do PL, estão no governo. A maioria tem três ministérios. Não há governo mais amplo que o meu. Por isso conseguimos aprovar tudo o que queríamos no Congresso, inclusive a reforma tributária", declarou.

O presidente deu a declaração antes de solenidade para lançar a concessão da obra do túnel Santos-Guarujá. Ele participa da cerimônia nesta quinta junto do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e de ministros de Estado.