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Lula lamenta morte de Luis Fernando Verissimo e lembra atuação em defesa da democracia

Através das redes sociais, Lula afirmou que o escritor “soube usar a ironia para denunciar a ditadura e autoritarismo; e defender a democracia”

Da redação
DA REDAÇÃO

30/08/2025 • 10:11 • Atualizado em 30/08/2025 • 10:11

Luis Fernando Verissimo

Luis Fernando Verissimo

Unesp/Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou, na manhã deste sábado (30), a morte do escritor Luis Fernando Verissimo. Um dos maiores nomes da literatura, Verissimo morreu aos 88 anos em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

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Através das redes sociais, Lula afirmou que o escritor “soube usar a ironia para denunciar a ditadura e autoritarismo; e defender a democracia”.

“Sua descrição bem-humorada da sociedade ganhou espaço nas livrarias e na TV, com a Comédia da Vida Privada. E, como poucos, soube usar a ironia para denunciar a ditadura e o autoritarismo; e defender a democracia. Eu e Janja deixamos o nosso carinho e solidariedade à viúva Lúcia Veríssimo – e a todos os seus familiares”, disse.

O escritor Luis Fernando Verissimo, um dos maiores da história do Brasil, morreu aos 88 anos neste sábado, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A informação foi confirmada pelo Hospital Moinhos de Vento. A causa da morte não foi informada.

O artista estava internado desde o dia 11 de agosto com quadro de pneumonia. Durante o período, Verissimo ficou na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) em estado de saúde considerado grave. O escritor era casado com Lúcia Helena Massa desde 1964, com quem teve três filhos: Pedro, Fernanda e Mariana.

Vida e obra de Luis Fernando Verissimo

Cronista, cartunista, ficcionista, saxofonista, gourmet e torcedor fanático do Internacional, Luis Fernando Verissimo sempre foi uma das raras unanimidades positivas do País.

Autor de mais de 70 livros que já venderam milhões de exemplares (entre eles, os best sellers ‘O Analista de Bagé’ e ‘A Comédia da Vida Privada’) e de personagens emblemáticos (a Velhinha de Taubaté, que criticava a ditadura, o detetive Ed Mort, as Cobras), o filho do escritor Erico Verissimo só começou a escrever aos 30 anos (nasceu em 1936), depois de ter passado por várias escolas de arte e desenho, inacabadas; de ter tentado o comércio "só para reforçar o mau jeito da família"; e de ter passado por uma rápida carreira jornalística, de revisor e colunista de jazz a cronista principal do jornal gaúcho Zero Hora.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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