Lula lança campanha de chapéu e com vídeo ao Lula de 1979: “Nem imaginava”
Presidente fala sobre tratamento contra câncer, igualdade de gênero e retomada industrial ao lado de Alckmin em São Bernardo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin lançaram neste domingo (16) a campanha pela reeleição em comício no Estádio Municipal 1º de Maio, conhecido como Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), onde Lula abordou saúde e defesa das mulheres e Alckmin destacou a política industrial e o desempenho da economia.
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Lula abriu o discurso explicando por que usava chapéu no ato. Ele afirmou que passou por sessões de radioterapia para tratar um câncer de pele e, por orientação médica, não pode tomar sol na cabeça. Em seguida, fez um gesto simbólico ao público.
Mas quero dizer para vocês que vou tirar o chapéu para todos vocês
O presidente agradeceu à mãe, dona Lindú, a quem atribuiu sua trajetória pessoal e política. Ele também reforçou a fala da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, sobre a participação das mulheres na sociedade e a necessidade de ampliar a proteção a elas.
Ao tratar da violência de gênero, Lula dirigiu uma mensagem direta às brasileiras.
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Mulheres desse país, não baixem a cabeça nunca, porque os homens têm que aprender a respeitar vocês. Deus fez a gente igual. Não é possível que não termine com essa violência
Discurso remete à trajetória sindical
Antes do discurso principal, a campanha exibiu um vídeo em que Lula lê uma carta escrita para ele mesmo em 1979, período em que atuava no movimento sindical. No material, ele faz um balanço das décadas seguintes na política nacional.
Segundo Lula, o país passou por mudanças profundas desde então.
Após 47 anos e ganhar três eleições para a presidência da República, nem imaginava que poderia reconstruir o Brasil. O Brasil está pronto para muito mais
O local escolhido para o lançamento da campanha tem forte simbolismo na trajetória do presidente. O estádio em São Bernardo do Campo foi palco das greves dos metalúrgicos no fim da década de 1970, lideradas por Lula, que marcaram a história do movimento operário no país.
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Alckmin destaca indústria e acordos comerciais
Em sua fala, o vice-presidente Geraldo Alckmin, também candidato à reeleição pelo PSB, vinculou o desempenho recente da indústria ao programa do governo Lula. Ele lembrou que ocupou o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e citou a recuperação de fábricas que haviam encerrado atividades na gestão de Jair Bolsonaro.
Alckmin mencionou casos específicos da indústria automobilística.
No governo passado, só para citar a indústria automobilística, fecharam a Mercedes-Benz em Iracemápolis, a Ford na Bahia e a Troller no Ceará. Com o presidente Lula, onde estava a Mercedes, hoje está a GWM produzindo veículos; onde estava a Ford, hoje está a BYD
Para o vice-presidente, a política industrial contribuiu também para ampliar as exportações. Ele citou acordos comerciais do Mercosul com Singapura e com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), além do tratado negociado com a União Europeia, como exemplos de abertura de novos mercados.
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Em tom eleitoral, Alckmin afirmou que a continuidade de Lula no Planalto permitirá consolidar resultados e avançar em novas políticas. Conforme destacou, o atual mandato registrou aumento do emprego, da renda, do Produto Interno Bruto (PIB) e dos investimentos em educação, saúde e proteção ambiental.
Ao remeter às greves metalúrgicas realizadas em Vila Euclides no fim dos anos 1970, o vice-presidente usou uma metáfora ligada ao futebol para falar da disputa política no país.
Aqui, quem faz o gol é a democracia
