
Lula x Flávio Bolsonaro
Reprodução/Agência Brasil
Resumo
Pesquisa do instituto Quaest mostra Lula (PT) na liderança para 2026, com 39% no primeiro turno, à frente de Flávio Bolsonaro (23%) e Ratinho Júnior (13%); indecisos somam 5% e brancos e nulos, 16%.
Nos cenários de segundo turno, Lula venceria todos os adversários testados, com vantagem sobre Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.
A aprovação do governo Lula subiu para 48%, contra 49% de desaprovação, em empate técnico, enquanto caiu de 43% para 38% a parcela que vê piora na economia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto e venceria todos os adversários em cenários de segundo turno nas eleições presidenciais de 2026. Isso é o que mostra a pesquisa do instituto Quaest divulgada nesta terça-feira (16).
No cenário de primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto, mantendo vantagem confortável sobre os demais nomes testados. Em segundo lugar está o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 23%, seguido pelo governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), que soma 13%. O pastor Renan Santos (Missão) aparece com 2%, enquanto Aldo Rebelo (Democracia Cristã) pontua abaixo do percentual divulgado. Os indecisos representam 5%, e brancos e nulos somam 16%.
Nos cenários de segundo turno, Lula venceria todos os possíveis adversários testados pela pesquisa. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente teria 46%, frente a 36% do senador. Em uma disputa com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula aparece com 45%, contra 35% do adversário.
O levantamento também aponta vantagem do petista sobre Ratinho Júnior (PSD), com 45% a 35%, e sobre o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), por 44% a 33%. Em um eventual segundo turno contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula teria 45%, enquanto Zema aparece com 33%.
Os números indicam que Lula mantém liderança consolidada e ampla vantagem em simulações de confronto direto, enquanto a oposição segue fragmentada entre diferentes nomes e projetos para 2026.
Aprovação de Lula
A pesquisa mostra também que a aprovação do governo Lula oscilou para cima.
Agora, 48% dos brasileiros dizem aprovar o governo, enquanto 49% desaprovam. O resultado representa um empate técnico, uma vez que a margem de erro do levantamento é de 2 pontos para mais ou para menos.
Os números representam uma leve melhora para Lula em comparação com novembro, quando foi registrada 50% de desaprovação e 47% de aprovação.
Agora, a diferença entre aprovação e reprovação esta em apenas um ponto, uma melhora significativa ao primeiro semestre, quando Lula chegou a ter uma desaprovação de 17 pontos.
A pesquisa mostrou ainda que a percepção sobre a economia melhorou: o número de quem acha que a economia piorou saiu de 43% para 38%.
Lula diz que quer campanha 'civilizada' em 2026
Lula afirmou que pretende disputar as eleições de 2026 com uma campanha “civilizada, de alto nível e com debate altamente democrático”. EM entrevista ao SBT News na segunda-feira (15), o presidente disse que o processo eleitoral deve ajudar a reduzir o clima de ódio no país e fortalecer as instituições e a democracia.
Sobre a disputa presidencial, Lula declarou não escolher adversários e disse estar preparado para enfrentar todos os nomes cotados pela direita. Confiante, afirmou que sua reeleição é a única certeza que tem no momento e destacou que pretende apresentar aos eleitores uma prestação de contas do governo. “Enquanto alguns farão promessas, eu vou mostrar o País que encontrei e o que fizemos”, concluiu.
Flávio afirma que só abre mão de candidatura para Bolsonaro
Na manhã desta terça-feira (16), Flávio Bolsonaro negou a a possibilidade de abrir mão de sua candidatura à Presidência da República para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O senador reafirmou que só deixaria o posto para seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso e inelegível.
"O meu nome está colocado. A indicação do presidente Bolsonaro é Flávio Bolsonaro. Eu só abro mão se for para Jair Messias Bolsonaro e, para isso, ele tem que estar livre e nas urnas, e não é o cenário que a gente está vendo", declarou Flávio a jornalistas, após visitar seu pai na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Com informações do Estadão Conteúdo*
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