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Mauro Cid confirma em depoimento a Moraes que Bolsonaro editou 'minuta do golpe'

Ex-ajudante de ordens disse que previsão era prender o ministro do STF e outras autoridades

Da Redação
DA REDAÇÃO

09/06/2025 • 15:04 • Atualizado em 09/06/2025 • 15:04

Mauro Cid é ouvido pelo STF em depoimentos de trama golpista

Mauro Cid é ouvido pelo STF em depoimentos de trama golpista

Reprodução/TV Justiça

O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, confirmou em depoimento ao ministro Alexandre de Moraes nesta segunda-feira (9) de que o ex-presidente da República leu e fez alterações no documento que ficou conhecido como “minuta do golpe”, que detalhava um plano para anular os resultados das eleições de 2022 e prender diversas autoridades.

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De acordo com o militar, ocorreram algumas reuniões nas quais o relatório foi apresentado.

“O documento consistia de duas partes. A primeira era de 10, 11 páginas. Nelas, eram listadas possíveis intervenções do STF e do TSE no governo Bolsonaro. A segunda entrava em uma parte de Estado de Defesa, Estado de Sítio, decretação de um ‘conselho eleitoral’ para refazer as eleições”, relatou Cid.

Segundo ele, originalmente, a minuta previa a prisão do presidente do Senado na ocasião, Rodrigo Pacheco, e diversos ministros do STF, incluindo o próprio Moraes.

“Ele [Bolsonaro] de certa forma enxugou o documento, retirando as autoridades das prisões. Somente o senhor [Alexandre de Moraes] ficaria como preso”, informou Cid.

“Ao resto foi concedido habeas corpus", ironizou Moraes durante o interrogatório.

Bolsonaro e outras autoridades se tornaram réus no STF no processo que apura uma tentativa de golpe de Estado no Brasil, que teria como objetivo impedir a posse de Lula.