Entretenimento

Ministra sobre morte de Laura Cardoso: ‘Eternizada por seu amor à atuação’

Em publicação nas redes sociais, Margareth Menezes descreveu Laura Cardoso como uma grande artista que está eternizada na dramaturgia do país

3 min

18/08/2026 11:09 • Atualizado há 68 dias

Ministra sobre morte de Laura Cardoso: ‘Eternizada por seu amor à atuação’

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, usou as redes sociais para lamentar a morte da atriz Laura Cardoso, aos 98 anos, um dos grandes nomes da história da dramaturgia brasileira.

Continua depois da publicidade

Em publicação na plataforma X, antigo Twitter, a cantora descreveu Laura Cardoso como uma grande artista que está eternizada na dramaturgia do país.

“Nos despedimos hoje de uma grande artista. Laura Cardoso está eternizada na dramaturgia brasileira por seu talento e amor à atuação”, escreveu a ministra Margareth Menezes.

“Foram mais de 100 personagens ao longo de 80 anos de carreira. Na televisão, no teatro, no cinema, no rádio, Laura deixa um legado inspirador e marcante na cultura brasileira. Aos familiares e amigos, deixo meu fraterno abraço. Laura, eterna!”, completou.

Laura Cardoso, um dos principais ícones da teledramaturgia brasileira, morreu nesta segunda-feira (17), aos 98 anos. A informação foi confirmada no Instagram oficial da atriz, durante a madrugada.

Continua depois da publicidade

A artista deixa um legado enorme na arte e na teledramaturgia, trabalhando até os 97 anos em 2025 no curta "Dona Rosinha".

Relembre a carreira de Laura Cardoso

Nascida Laurinda de Jesus Balleroni, Laura Cardoso foi conhecida como dama da dramaturgia brasileira e pioneira da televisão. A artista começou a atuar ainda aos 15 anos, em radionovelas. Na televisão, estreou em 1952, com 25 anos, na TV Tupi.

Na emissora, atuou em teleteatro, uma versão um pouco diferente das novelas que conhecemos, apenas com adaptação de peças para a TV. Depois, ela entrou de vez no mundo das telenovelas, com a obra "Tribunal do Coração". Entre os anos 50 e 60, ainda atuou em outros programas, como o "TV de Vanguarda", "TV de Comédia" e "O Grande Teatro Tupi".

Continua depois da publicidade

Após a passagem estrelada na TV Tupi, trabalhou na Band. Ela foi uma das protagonistas de "Os Miseráveis", escrita por Walther Negrão, em 1967. NA volta para a Tupi, ela esteve no elenco da primeira novela bíblica brasileira, "O Rouxinol de Galiléia", como Maria, mãe de Jesus Cristo.

Laura ainda passou pela Record onde atuou como "A Última Testemunha" e em "Algemas de Ouro". Nos anos 70, Laura Cardoso se tornou figura frequente nas novelas, trabalhando em pelo menos 10 novelas e ganhando o APCA de Melhor Atriz de Televisão em "Os Apóstolos de Judas".

Além de pioneira, foi recordista: trabalhou em mais de 60 novelas, sendo "A Dona do Pedaço" a última da carreira, em 2019. Mas para além da TV, a atriz também foi um grande nome do teatro: ela atuou entre 1944 e 2023 em diversas peças, tendo até se afastado da TV para se dedicar à arte.

Continua depois da publicidade

Entre 1981 e 1983, atuou em "Brilhante", na TV Globo e nas novelas "Ninho da Serpente" e "Renúncia", na tela da Band. Ao retornar para a emissora do Rio de Janeiro, a atriz ganhou personagens que marcaram a memória dos brasileiros apaixonados por novelas.

Ela esteve em obras como "Fera Radical", "Rainha da Sucata", "Felicidade" e "Mulheres de Areia", onde foi Isaura, a mãe de Ruth e Raquel. Nos anos 90, Laura se consagrou em "A Viagem", de Ivani Ribeiro, atuando como Guiomar, mulher atormentada por Alexandre (Guilherme Fontes).

Entre 2000 e 2010, se fincou como uma das damas da teledramaturgia brasileira. Ao longo das décadas, colecionou indicações e prêmios pelas atuações na TV, teatro e cinema. Foram cinco troféus APCA, prêmio Oscarito, do Festival de Gramado pela contribuição ao cinema nacional e em 2006 foi laureada pelo preisdente Luiz Inácio Lula da Silva com a Ordem do Mérito Cultural.

Continua depois da publicidade

Incansável, Laura trabalhou até os 97 anos. O último papel de Laura Cardoso foi no curta-metragem “Dona Rosinha”, filme sobre abandono de idosos que também é estrelado por Bianca Comparato.

Ministra sobre morte de Laura Cardoso: ‘Eternizada por seu amor à atuação’