
Sapo Brachycephalus lulai
Luiz Fernando Ribeiro
Resumo
Descoberta de nova espécie de anfíbio, Brachycephalus lulai, realizada por pesquisadores da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), homenageia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e destaca a importância da conservação da Mata Atlântica.
Artigo publicado na revista Plos One apresenta o minúsculo sapo de coloração laranja, que mede cerca de 18 milímetros, e detalha sua inclusão no gênero Brachycephalus, agora com 44 espécies reconhecidas, sendo 37 descritas neste século.
Pesquisa conduzida por equipe internacional envolveu 11 pesquisadores de quatro países, incluindo Brasil, Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha, e levou nove anos entre a descoberta, em 2016, e a descrição formal, reforçando o apelo pela criação de um parque nacional para proteger a espécie.
Uma nova espécie de pequeno anfíbio de montanha, identificada por pesquisadores da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), foi batizada em homenagem ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT): "Brachycephalus lulai".
A animal pertence ao gênero Brachycephalus, grupo de pequenos sapos diurnos que vive oculto abaixo da serrapilheira da Mata Atlântica, do Nordeste ao Sul do Brasil, e foi descrito em artigo publicado na revista cientifica Plos One por uma equipe internacional comandada pelo professor Marcos Bornschein, do Instituto de Biociências da Unesp.
Segundo Bornschein, a escolha do nome tem como mote reconhecer a trajetória do presidente, mas também pressionar para a necessidade do governo intensificar ações de conservação da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do planeta.
O animal é minúsculo, tem cerca de 18 milímetros e chama atenção pela coloração laranja bem forte. Após a descoberta, o gênero passa a contar com 44 espécies reconhecidas, sendo que 37 delas foram descritas neste século.
"Os Brachycephalus vivem em locais de difícil acesso e são muito mais fáceis de ouvir do que de ver. Então, saber como produzem seus cantos de anúncio foi essencial para o recente aumento na descrição de novas espécies", disse Marcos Bornschein em entrevista ao site da Unesp.
Ainda de acordo com o professor, os sons que o diminuto anfíbio emite, por muito tempo, foi confundido com grilos.
O trabalho é resultado de quase uma década de pesquisas e faz parte dos esforços de várias instituições brasileiras que apoiam a criação de um parque nacional para proteger a nova espécie e outras ameaçadas.
O estudo contou com a participação de 11 pesquisadores de quatro países diferentes:
- Instituto de Biociências do câmpus do litoral paulista da Unesp e a Universidade Federal do Paraná;
- Universidades do Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha.
"Foram necessários nove anos de estudo desde a descoberta da espécie, em novembro de 2016, até sua descrição formal", explicou ao portal da Unesp o pesquisador Luiz Fernando Ribeiro, da Universidade Federal do Paraná, um dos autores do artigo.
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