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Novas camisinhas grátis do SUS são texturizadas e finas, para aumentar uso no país

Entre as justificativas do Ministério da Saúde para distribuir camisinhas texturizadas e finas, está a queda no uso de preservativos, sobretudo entre jovens, segundo pesquisa

Da redação
DA REDAÇÃO

14/08/2025 • 11:12 • Atualizado em 14/08/2025 • 11:12

SUS quer aumentar uso de preservativos e aposta em modelos texturizados e finos

SUS quer aumentar uso de preservativos e aposta em modelos texturizados e finos

Divulgação/Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde iniciou a distribuição gratuita de dois novos modelos de camisinha. Além da tradicional, o Sistema Único de Saúde disponibilizará as versões texturizadas e fina. A novidade busca aumentar a adesão ao uso de preservativos e reforçar a prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além de evitar gestações não planejadas.

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Segundo a pasta, a diversificação da oferta aposta no estímulo ao uso contínuo e correto do preservativo, tornando-o mais atraente e atendendo às diferentes preferências da população.

O ministério explica que, entre as justificativas, houve queda no uso de preservativos, sobretudo entre jovens, conforme dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS/IBGE 2019) e por relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS/2024), além da baixa solicitação desses insumos por estados e municípios após a pandemia de covid-19.

400 milhões de unidades em 2025

A expectativa é de distribuição de 400 milhões de unidades em 2025. Até então, o SUS oferecia dois tipos de camisinha: a externa, feita de látex, e a interna, de látex ou borracha nitrílica.

No caso das ISTs, a ação integra a Estratégia de Prevenção Combinada, que associa diferentes métodos para ampliar a proteção contra o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. Entre eles estão: uso de preservativos, gel lubrificante, profilaxias pré e pós-exposição (PrEP e PEP), diagnóstico e tratamento do HIV e de outras IST’s, vacinação e ações de promoção da saúde sexual e reprodutiva.

Distribuição gratuita

Os preservativos são distribuídos, gratuitamente, nas unidades básicas de saúde (UBS), sem exigência de documentos de identificação e sem restrições de quantidade, facilitando o acesso de todas as pessoas.

Baixo uso de preservativo

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), entre pessoas com 18 anos ou mais que tiveram relação sexual nos 12 meses anteriores à data da entrevista, 22,8% relataram usar preservativo em todas as relações sexuais. Outras 17,1% afirmaram usar às vezes, e 59% dos entrevistados relataram não usar nenhuma vez. O estudo foi feito em 2019.

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. São transmitidas, principalmente, por meio de relações sexuais, sem o uso de preservativo, caso um dos parceiros esteja infectado.

O uso da camisinha em todas as relações sexuais é o método mais eficaz para a proteção contra o HIV e outras IST.

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