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Operação contra agressores de mulheres já prendeu 233 em São Paulo

Ação que tem o objetivo de cumprir mandados de prisão relacionados a crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher tenta cumprir, ao todo, 1,4 mil mandados

Da redação
DA REDAÇÃO

30/12/2025 • 12:41 • Atualizado em 30/12/2025 • 12:41

Polícia Civil de São Paulo

Polícia Civil de São Paulo

Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, até o momento, 233 pessoas durante a operação Ano Novo, Vida Nova, que tem o objetivo de cumprir mandados de prisão relacionados a crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher.

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Ao todo, a operação tenta cumprir mais de 1,4 mil mandados de prisão contra agressores de mulheres.

A ação ocorre após escalada da violência contra a mulher e o aumento de casos de feminicídio no estado de São Paulo. Um dos casos de grande repercussão foi o de Tainara Souza Santos, de 31 anos, que foi atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro na zona norte de São Paulo. Ela morreu na véspera de Natal.

No início de dezembro, a capital paulista registrou o maior número de feminicídios da série histórica, desde 2015, quando o crime foi tipificado em lei federal. Segundo dados da SSP, entre janeiro a outubro foram contabilizados 53 casos. O número é maior do que o contabilizado em todos os anos desde 2015. Antes, o maior índice registrado havia sido nos doze meses de 2024, com 51 feminicídios.

“O governador (Tarcísio de Freitas) está pedindo para a gente operação todo dia. Todo dia ele me pergunta 'como está o caso do feminicídio, vamos abaixar', porque nós conseguimos todos os indicadores (de violência) baixar bastante, conseguimos a diminuição. Temos ainda que acertar no feminicídio. O que nós vamos fazer? Não vamos dar trégua”, declarou Osvaldo Nico Gonçalves, secretário de Segurança Pública de São Paulo.

A operação envolve todos os Departamentos de Polícia Judiciária do Interior e todas as seccionais do Departamento de Polícia Judiciária da Capital, com atuação direta das Delegacias de Defesa da Mulher.

Para a execução da operação, foram empregados aproximadamente 1,7 mil policiais civis e mais de mil viaturas distribuídas por todo o território paulista.

A iniciativa integra a estratégia do Governo de São Paulo de enfrentamento permanente à violência contra a mulher, unindo ações repressivas, prevenção e políticas públicas de proteção.

O objetivo é ampliar a segurança das mulheres, interromper ciclos de violência e assegurar o cumprimento rigoroso das decisões judiciais.

Mulheres que buscam fazer denúncia contra violência ou ter acesso aos canais de atendimento podem buscar por aplicativo SP Mulher Segura, que conecta às vítimas diretamente às Forças Policiais, ou na Delegacia de Defesa da Mulher mais próxima que possui atendimento 24 horas.

Com informações do Estadão Conteúdo