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Operação contra garimpo ilegal no Rio Madeira destrói 29 dragas em Rondônia

Ação conjunta da Polícia Federal e do Ibama em Rondônia inutilizou embarcações e motores usados na extração clandestina de minério.

Da redação
DA REDAÇÃO

26/06/2026 • 17:36 • Atualizado em 26/06/2026 • 17:36

Operação contra garimpo ilegal no Rio Madeira destrói 29 dragas em Rondônia

Operação contra garimpo ilegal no Rio Madeira destrói 29 dragas em Rondônia

Polícia Federal

A Polícia Federal, em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), deflagrou a Operação Iracema para combater a exploração ilegal de minério e crimes correlatos na bacia do Rio Madeira. A ação ocorreu nesta quinta-feira (25), na região de Porto Velho, em Rondônia.

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Durante as diligências em campo, as equipes integradas inutilizaram 29 dragas, embarcações e motores. Os equipamentos eram utilizados de forma ativa na extração irregular de recursos minerais por grupos que atuam na região amazônica de maneira clandestina e predatória.

Investigação e inquérito

A Polícia Federal instaurou um inquérito policial para apurar os fatos e dar sequência às investigações na região norte. O objetivo principal da corporação era identificar os financiadores das operações criminosas e responsabilizar formalmente os executores das atividades ilícitas.

Os envolvidos devem responder nos termos da legislação penal e ambiental vigente no país. De acordo com as autoridades, o foco em atingir o maquinário busca desestruturar a capacidade financeira e a organização logística dos grupos criminosos.

As investigações prosseguem por parte das equipes operacionais, e novas medidas legais cabíveis poderão ser adotadas no decorrer dos trabalhos. O monitoramento na bacia hidrográfica segue intensificado para evitar a retomada das atividades na região.

Impactos ambientais e sociais

A atividade garimpeira ilegal representa uma das formas mais severas de agressão ao meio ambiente. O processo de extração irregular de minério implica o lançamento de mercúrio e outras substâncias tóxicas diretamente nos cursos d'água. A contaminação atinge severamente a fauna e a flora locais. A prática compromete diretamente a saúde das populações ribeirinhas, que dependem dos rios para a sua subsistência e consumo diário de água.

Os danos causados por essa modalidade criminosa são frequentemente irreversíveis na região amazônica. Os rejeitos tóxicos afetam ecossistemas inteiros e violam direitos fundamentais das comunidades tradicionais que habitam as margens do Rio Madeira.

A bacia do Rio Madeira é reconhecida pelas forças de segurança como uma das áreas mais vulneráveis à exploração mineral clandestina no estado de Rondônia. A Polícia Federal tem intensificado as ações de enfrentamento na região para coibir o avanço da degradação ambiental.