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Operação em 8 estados e no DF mira investigados por estupros virtuais e tortura

Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, as investigações apontam que os envolvidos se organizavam em plataformas como Discord; quatro pessoas já foram presas

da redação
DA REDAÇÃO

30/06/2025 • 07:45 • Atualizado em 30/06/2025 • 07:45

Polícia Civil

Polícia Civil

Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil

Policiais civis do Departamento-Geral de Polícia de Atendimento à Mulher deflagraram, nesta segunda-feira (30), uma operação para reprimir um grupo que praticava crimes de violência contra mulheres.

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Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, as investigações apontam que os envolvidos se organizavam virtualmente, em plataformas como Discord, para cometer estupros virtuais, torturas, misoginia e racismo contra as vítimas.

Os agentes cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão em Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e em outros oito estados: Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Santa Catarina e São Paulo. Até o momento, quatro pessoas foram presas.

“A ação foi planejada a partir da investigação da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Duque de Caxias. Em abril deste ano, a mãe de uma das vítimas procurou a unidade para relatar que imagens íntimas de sua filha estavam sendo divulgadas”, informou a Polícia Civil.

Durante a apuração, os agentes constataram a existência de uma rede criminosa com dezenas de outras vítimas. Tudo era transmitido on-line e, em alguns casos, a gravação era posteriormente exposta na internet.

Segundo a Deam de Duque de Caxias, o grupo forçava as vítimas a atos violentos ou a se mutilar com navalhas, fazendo-as escrever os nomes dos autores na própria pele.

A operação ocorre após a prisão de um dos integrantes do grupo, no mês passado. A partir da perícia de cerca de 80 mil imagens, vídeos e áudios encontrados em dispositivos eletrônicos, foi possível chegar aos demais envolvidos e suas lideranças.

“Até o momento, seis mulheres foram identificadas, mas acredita-se que o grupo possa ter feito dezenas de outras vítimas”, pontuou a polícia do Rio de Janeiro.

Além das prisões, a operação busca apreender celulares, computadores e mídias digitais capazes de comprovar os crimes praticados e ampliar o mapeamento da rede criminosa. O material arrecadado será analisado e poderá embasar novas diligências, além de responsabilizações penais e civis.