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Operação mira descontos irregulares em contas de 3,5 mil aposentados no DF

Segundo as investigações, associações firmavam contratos para autorização de débitos automáticos sem comprovação adequada da manifestação de vontade dos beneficiários. Prejuízo inicial é estimado em mais de R$ 5 milhões

Da redação
DA REDAÇÃO

23/06/2026 • 09:54 • Atualizado em 23/06/2026 • 09:54

Polícia Civil do Distrito Federal

Polícia Civil do Distrito Federal

PCDF/Divulgação

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a Operação Parasitas, que investiga um esquema de descontos associativos supostamente realizados sem autorização em contas de aposentados e pensionistas vinculados ao governo do Distrito Federal.

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Segundo as investigações, associações firmavam contratos para autorização de débitos automáticos sem comprovação adequada da manifestação de vontade dos beneficiários. Em diversos casos analisados, as vítimas relataram não ter autorizado os descontos.

A apuração indica que mais de 3,5 mil contas podem ter sido atingidas, com prejuízo inicial estimado em mais de R$ 5 milhões.

Ao todo, são cumpridos quatro mandados de prisão temporária, três mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e nas cidades mineiras de Belo Horizonte e Igaratinga.

No Distrito Federal, as medidas ocorrem em regiões como Plano Piloto, Asa Sul, Asa Norte, Recanto das Emas, Brazlândia e Jardim Botânico. Entre os alvos estão sedes de associações investigadas por suposta participação no esquema.

A investigação também apura a eventual participação de pessoas ligadas à operacionalização dos descontos e à manutenção do modelo de arrecadação investigado.

Em publicação nas redes sociais, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (Progressistas), informou que determinou, na semana passada, que a Secretaria de Economia contratasse uma auditoria externa na folha de pagamentos do governo “para apurar denúncias de possíveis irregularidades nos descontos de salários e benefícios de servidores ativos e inativos e pensionistas do GDF”.

“Essa ação será concomitante à abertura de um PAD interno conduzido pela secretaria de Economia. O objetivo é ir atrás dos recursos retirados dos servidores e pensionistas do GDF. Determinei, ainda, que a PGR busque meios legais para garantir o ressarcimento dos recursos dos servidores públicos. O salário, as aposentadorias e pensões dos servidores do GDF são sagrados”, declarou.