Band Jornalismo

Operação desarticula organização responsável pelo tráfico no centro de SP; 7 são presos

Entre os presos está a irmã de ‘Léo do Moinho’, integrante do PCC preso no ano passado. Ela se apresentava como líder comunitária, mas agia para cumprir as ordens e defender os interesses do irmão

da redação
DA REDAÇÃO

08/09/2025 • 08:49 • Atualizado em 08/09/2025 • 08:49

Favela do moinho

Favela do moinho

Reprodução/Brasil Urgente

Equipes do Ministério Público de São Paulo e das polícias Militar e Civil deflagraram, nesta segunda-feira (8), a operação Sharpe, para desarticular uma organização criminosa responsável por chefiar o tráfico de drogas na região central da capital paulista.

Compartilhar

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, são cumpridos dez mandados de prisão preventiva e outros 21 de busca e apreensão na região da Favela do Moinho. Até o momento, sete envolvidos foram presos e 12 celulares foram apreendidos.

Entre os presos está a irmã de “Léo do Moinho”, integrante da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) preso no ano passado. Ela se apresentava como líder comunitária, mas agia para cumprir as ordens e defender os interesses do irmão.

Também foram detidos o homem apontado como sucessor de Léo do Moinho nas ações criminosas, e o proprietário de um estabelecimento comercial utilizado para armazenar armas e entorpecentes na comunidade.

A ação é um desdobramento da Operação Salus et Dignitas (Saúde e Dignidade), que aconteceu em 6 de agosto de 2024. Na ocasião, os agentes conseguiram desarticular o ecossistema e a logística do crime organizado em diferentes pontos da região central, que usava de hospedarias não só como pontos de distribuição e uso de drogas, mas também para lavar dinheiro.

Conforme a SSP, no decorrer das investigações, foi descoberto que lideranças do tráfico continuavam dando ordens de dentro do presídio. Uma das principais exigências era que os integrantes da organização intimidassem os funcionários da CDHU e, por meio de cobranças e ameaças, famílias residentes da comunidade que aceitassem sair de lá para morar em outro lugar, com o falso pretexto de “resistência”.

Esse tipo de ação impedia que agentes da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) pudessem trabalhar no reassentamento das famílias da Favela do Moinho.