
Oruam se entrega no Rio
Reprodução/Band
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou, nesta sexta-feira (8), Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, pelos crimes de direção perigosa com habilitação suspensa e corrupção ativa.
Na denúncia, o MPRJ requer medidas cautelares, entre elas a proibição de uso de redes sociais enquanto durar o processo e a suspensão judicial do direito de dirigir.
Segundo a denúncia, em 20 de fevereiro de 2025, na Avenida do Pepê, na Barra da Tijuca, Oruam realizou manobra conhecida como “cavalo de pau” em via pública, quase colidindo com uma viatura da Polícia Militar. Ele dirigia com a habilitação suspensa e exibia a manobra para um grupo de fãs.
O “cavalo de pau” é um termo popular para a manobra que faz o carro perder a tração das rodas traseiras do veículo, fazendo-o deslizar lateralmente. A manobra também é conhecida como 'drift'.
A manobra é ilegal e pode resultar em multas, apreensão do veículo, suspensão ou proibição da CNH e até prisão.
Ainda segundo a ação, o rapper admitiu, dias depois, em vídeo divulgado nas redes sociais, ter oferecido vantagem indevida a um policial militar, sugerindo ter o intuito de contratá-lo como segurança pessoal caso fosse punido por tirar uma foto com ele.
Além dos vídeos que registram as condutas, o MPRJ aponta que o denunciado é réu em outro processo por tentativa de homicídio contra agentes de segurança pública e possui antecedentes por associação ao tráfico.
Prisão de Oruam
O rapper Oruam está preso desde o dia 25 de junho no Rio de Janeiro. Ele era alvo de uma operação de busca e apreensão no Joá, zona oeste da capital fluminense. Ele foi detido após os policiais encontrarem o traficante Yuri Pereira Gonçalves, foragido da Justiça.
Foram apreendidos armas, computadores e celulares, que passarão por perícia. Ambos foram encaminhados à Cidade da Polícia, na zona norte. O traficante foi preso em flagrante. Já Oruam pode assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência pelo crime de favorecimento e ser liberado.
A operação investigava tiros para o alto que foram disparados no final do ano passado dentro de um condomínio em Igaratá (SP) e não tinha relação com a detenção do artista na semana anterior, quando foi pego realizando manobras perigosas no trânsito, incluindo um “cavalo de pau”, próximo a uma blitz policial, na região da Barra da Tijuca.
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