Paraná

Pesquisadoras do Paraná criam pomada que acelera cicatrização de feridas em diabéticos

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11/07/2020 12:32 • Atualizado há 2297 dias

Pesquisadoras do Paraná criam pomada que acelera cicatrização de feridas em diabéticos

Um estudo de uma universidade do Paraná descobriu que uma erva, conhecida como balleira, pode ser a base para a produção de uma pomada que acelera a cicatrização de feridas em diabéticos.

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O Brasil é o 4º país do mundo em incidência de diabetes. Por aqui, 16 milhões de pessoas sofrem com a doença, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A falta de insulina no corpo de quem tem diabetes facilita o surgimento de problemas de circulação, dificultando a cicatrização das feridas. Como o sistema imunológico também é afetado pela doença, há maior surgimento de infecções.

Para ajudar os pacientes, a mestranda em Biotecnologia, Jéssica Martim, com o suporte de professores e alunos de iniciação científica, realizou uma pesquisa e chegou ao resultado de uma pomada. Para a base do produto é utilizada a erva baleeira, encontrada na restinga do litoral brasileiro e que tem efeito antimicrobiano, acelerando a cicatrização e melhorando a qualidade de tecido formado.

A professora do Mestrado e Doutorado em Biotecnologia Industrial da Universidade Positivo, e umas das orientadoras da pesquisa, Thaís Casagrande, contou à Band News FM Curitiba como foi o processo do estudo. A pesquisa foi realizada em 18 meses e, durante o estudo, foi induzida a diabetes em ratos para o teste. Em seguida, foram feitas feridas nos animais para simular a dificuldade de cicatrizar. Os animais testados apresentaram melhora da lesão em oito dias quando a pomada foi aplicada, e tiveram quase o fechamento total da ferida em duas semanas.

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O trabalho foi previamente aprovado pelo Comitê de Ética em Uso de Animais em Pesquisa da Universidade Positivo e também seguiu as orientações do Colégio Brasileiro de Experimentação Animal. Segundo a mestre em Biotecnologia Industrial, Jéssica Martim, o produto ainda não está sendo comercializado. A pomada está em fase de patenteamento.

Para realizar o estudo também foi preciso fazer a extração da Cordia verbenacea, erva utilizada na pomada, que há a necessidade da autorização dos órgãos ambientais, pois a vegetação é protegida. O local escolhido foi em São Francisco do Sul (SC). Sendo assim, a produção da pomada irá estimular a conservação da espécie e auxiliar a cicatrização das pessoas com diabetes.

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