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Brasil

PF abre inquérito para investigar suspeitas de gestão fraudulenta no BRB

Banco Master teria vendido ao BRB cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras inexistentes, em uma tentativa de evitar a quebra da instituição privada. O rombo estimado no BRB chega a R$ 4 bilhões

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03/02/2026 10:33 • Atualizado há 263 dias

PF abre inquérito para investigar suspeitas de gestão fraudulenta no BRB

A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar suspeitas de gestão fraudulenta no Banco de Brasília (BRB), que tentou comprar o Banco Master em março do ano passado.

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A informação foi divulgada pelo jornal O Globo e confirmada pela reportagem do Grupo Bandeirantes.

O Banco Master teria vendido ao BRB cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras inexistentes, em uma tentativa de evitar a quebra da instituição privada, que enfrentava crise de liquidez. O rombo estimado no BRB chega a R$ 4 bilhões.

Tentativa de compra

Ao longo de 2025, o BRB tentou adquirir uma fatia do Banco Master, iniciativa que contou com apoio do governo do Distrito Federal, acionista controlador do banco público, mas acabou barrada pelo Banco Central.

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Paralelamente, a Polícia Federal apura se o BRB comprou carteiras de crédito de alto risco da instituição privada, avaliando eventuais falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança.

Em novembro, uma operação conjunta da PF e do Ministério Público afastou do cargo o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, posteriormente demitido.

Além das apurações conduzidas por esses órgãos e pelo Banco Central, a nova gestão do BRB e uma auditoria independente também analisam as transações, mas ainda não divulgaram conclusões oficiais.

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Nota do BRB

O BRB informa que encontrou achados relevantes que constam da primeira etapa do relatório preliminar entregue pela auditoria forense contratada pelo banco junto à Machado & Meyer com suporte técnico da Kroll.

Prezando pela transparência e dever de colaboração com as autoridades competentes, a fim de confirmar eventuais atos ilícitos, o Banco BRB informa que entregou o relatório à Polícia Federal (PF), na última quinta-feira, 29/01/2026. O mesmo relatório também foi entregue na data de ontem, 02/02/2026, ao Banco Central.

Dando resposta ao quanto constatado na investigação independente, e com o intuito de resguardar seus interesses, recuperar seus créditos e ativos e ver ressarcidos os prejuízos causados pelos agentes relacionados à Operação Compliance Zero, o BRB informa que vem adotando inúmeras medidas institucionais, administrativas, extrajudiciais e judiciais relacionadas a fundos de investimentos, garantias e carteiras de crédito, adquiridas pelo BRB, medidas estas que correm, parte em sigilo, e que serão reforçadas por novas medidas, com a maior brevidade possível, para garantir a efetividade da preservação dos interesses do Banco.

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Por fim, o BRB ressalta que segue sólido e reafirma seu compromisso com a preservação de seu patrimônio, de seus clientes e do desenvolvimento econômico e social de Brasília e região.

Com informações da Agência Brasil