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PF em SBC: presidente da Câmara, primo do prefeito, também é afastado do cargo

Danilo Lima (Podemos), presidente da Câmara Municipal de Vereadores, e o primo dele, o prefeito Marcelo Lima (Podemos), foram afastados em operação que apura corrupção

Da redação
DA REDAÇÃO

14/08/2025 • 09:27 • Atualizado em 14/08/2025 • 09:27

Vereador Danilo Lima, presidente da Câmara de São Bernardo do Campo, é afastado do cargo

Vereador Danilo Lima, presidente da Câmara de São Bernardo do Campo, é afastado do cargo

Reprodução/Facebook/Danilo Lima

O presidente da Câmara Municipal de São Bernardo do Campo, o vereador Danilo Lima (Podemos), também foi afastado do cargo em decorrência da “Operação Estafeta”, deflagrada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quinta-feira (14). Os agentes investigam corrupção após apreensão de R$ 14 milhões com servidor público.

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Danilo é primo do prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima (Podemos), também afastado por ordem da Justiça. Diferente do chefe do Executivo, não foi imposto ao vereador o uso de tornozeleira eletrônica.

Posicionamento da prefeitura

O Band.com.br procurou o gabinete do vereador, mas não obteve retorno. Já a prefeitura de São Bernardo do Campo informou que colabora com as autoridades e que é a principal interessada na investigação. A gestão também destacou que os serviços da cidade não foram afetados pela operação da PF.

“A Prefeitura de São Bernardo informa que irá colaborar com todas as informações necessárias em relação ao caso. A gestão municipal é a principal interessada para que tudo seja devidamente apurado. Reforçamos que o episódio não afeta os serviços na cidade”, diz a nota.

R$ 14 milhões com servidor

Na manhã desta quinta-feira (14), policiais federais cumprem dois mandados de prisão preventiva, 20 mandados de busca e apreensão e medidas de afastamento de sigilos bancário e fiscal, nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Mauá e Diadema, todas no estado de São Paulo.

As investigações tiveram início em julho de 2025, a partir da apreensão de R$ 14 milhões em espécie (entre reais e dólares norte-americanos) na posse de servidor público suspeito de integrar organização criminosa.

Os investigados responderão, na medida de suas condutas, pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e corrupção ativa.