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PF inicia nova fase de operação contra esquema de venda de sentenças na Bahia

A nova denúncia do Ministério Público Federal aponta que, para não levantar suspeitas, os investigados dividiram as transações financeiras em pequenos valores

RAMON FERRAZ

01/08/2024 • 15:44 • Atualizado em 01/08/2024 • 15:44

Há quase cinco anos, investigações apontam que decisões judiciais teriam sido vendidas para favorecer grilagem de terras na Bahia. O esquema envolveria mais de 360 mil hectares e cifras bilionárias.

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Um grupo de magistrados e juristas é acusado de corrupção ativa e passiva, lavagem de ativos, evasão de divisas, organização criminosa e tráfico de influência.

Já houve vários afastamentos e prisões. Os casos são investigados desde 2019 pela operação faroeste, da polícia federal, que agora ganhou novos capítulos.

No início do mês, a Corregedoria Nacional de Justiça abriu uma investigação diante de novas suspeitas de irregularidades na corte baiana.

Ao mesmo tempo, a Polícia Federal deflagrou uma nova fase da operação. O alvo é advogado rui barata filho, apontado por delatores como um dos operadores do esquema.

Rui é filho da desembargadora Lígia Cunha, também investigada. Recentemente, outras duas desembargadoras se tornaram rés: maria do socorro, ex-presidente do TJ da Bahia teria favorecido um empresário numa disputa de terras.

Já a magistrada Maria da Graça Osório Pimentel Leal é suspeita de ter recebido propina para decidir a favor do mesmo empresário: Adailton Maturino, conhecido como "falso cônsul" da Guiné-Bissau. Em junho, três juízes de porto seguro foram afastados também suspeitos de relação com grilagem.

A nova denúncia do Ministério Público Federal aponta que, para não levantar suspeitas, os investigados dividiram as transações financeiras em pequenos valores.

A defesa de Maria Do Socorro nega as acusações e alega que não há provas concretas. Os outros citados na reportagem não responderam.

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