Túlio Amâncio: anistia que tornaria Bolsonaro elegível desagrada Motta, que aposta em Tarcísio
Texto ideal para bolsonaristas desconsidera tratativas por Tarcísio de Freitas presidenciável

Uma das versões do projeto de lei que circula entre parlamentares da oposição — ainda não protocolada na Câmara — é considerada a “ideal” por bolsonaristas. O texto prevê devolver a Jair Bolsonaro (PL) a elegibilidade para disputar a Presidência em 2026 e concede uma anistia ampla, incluindo também o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
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Elaborada pelos juristas e influenciadores bolsonaristas Tiago Pavinatto e Flavia Ferronato, a proposta desagradou partidos do centrão, como Republicanos e União Brasil, além do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo parlamentares, Motta deixou clara sua posição ao líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ), em reunião nesta quinta-feira (4).
A aposta do centrão é por uma anistia ao ex-presidente que o livre da prisão, mas que não o torne novamente elegível. Assim, Bolsonaro permaneceria impedido de disputar a eleição presidencial de 2026, devido às condenações na Justiça Eleitoral por abuso de poder político e econômico em 2022.
Nesse cenário, Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, desponta como principal candidato da direita. Ele tem atuado pessoalmente pela anistia de Bolsonaro e deve voltar a Brasília na semana seguinte ao fim do julgamento da chamada “trama golpista”.
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Sóstenes Cavalcante, no entanto, resiste à pressão e afirma que um texto que não contemple a reabilitação política do ex-presidente não será aceito pelos bolsonaristas.
Enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal considera uma anistia inconstitucional e está disposto a discutir apenas a proposta do Senado, que prevê redução de penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, mas sem qualquer benefício ao ex-presidente.
