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Polícia apreende Porsche avaliado em R$ 1 milhão do 'Vovozona' do CV no MS

Veículo de Gilmar Reis da Silva, o "Vovozona", estava em nome da esposa; apreensão faz parte da Operação Imperium contra lavagem de dinheiro da facção

Da redação
DA REDAÇÃO

11/03/2026 • 18:29 • Atualizado em 11/03/2026 • 18:36

Polícia apreende Porsche avaliado em R$ 1 milhão do 'Vovozona' do CV

Polícia apreende Porsche avaliado em R$ 1 milhão do 'Vovozona' do CV

Polícia Civil do MS

A Polícia Civil apreendeu, nesta terça-feira (10), um Porsche Panamera avaliado em R$ 1 milhão em Campo Grande (MS). O automóvel pertence a Gilmar Reis da Silva, conhecido pelo apelido de "Vovozona", apontado pelas investigações como uma das principais lideranças da facção criminosa Comando Vermelho (CV) no estado.

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O veículo foi localizado em uma ação conjunta entre as equipes da GCCO/Draco e do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) de Mato Grosso do Sul.

A apreensão é um desdobramento da Operação Imperium, deflagrada em 10 de fevereiro deste ano. A ofensiva policial tem como foco principal o núcleo financeiro da organização criminosa, investigando esquemas de lavagem de dinheiro, ocultação de bens e movimentação de recursos oriundos de atividades ilícitas. Segundo a polícia, o Porsche estava registrado em nome da esposa de Gilmar, que também é investigada por integrar a estrutura de ocultação patrimonial da facção.

Esquema de lavagem de dinheiro e empresas de fachada

As investigações detalham que, após fugir do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande (MT), em julho de 2023, "Vovozona" passou a utilizar documentos falsos para manter suas atividades. O esquema operava da seguinte forma:

  • Documentação falsa: O criminoso e sua esposa utilizavam identidades fraudulentas para a abertura de contas bancárias e registro de empresas.
  • Empresas de fachada: Negócios em Rondonópolis (MT) eram registrados com nomes falsos de Gilmar ou de pessoas ligadas a ele para circular o capital ilícito.
  • Fluxo financeiro: As empresas recebiam valores de outros membros da facção e reintroduziam o dinheiro no mercado formal por meio da compra de imóveis, veículos de luxo e repasse de lucros.
  • Ostentação: Além da lavagem, a aquisição de bens de alto valor servia como demonstração de poder e riqueza dentro da hierarquia criminosa.

Alcance da Operação Imperium

A Operação Imperium busca desarticular a estrutura logística que sustenta e fortalece o Comando Vermelho na região. Durante as diligências, foram cumpridos diversos mandados de prisão, busca e apreensão, além do sequestro de bens móveis e imóveis.

Considerado um criminoso de alta periculosidade, Gilmar Reis da Silva exercia liderança em Rondonópolis e cidades vizinhas. O foco das autoridades agora é mapear outros ativos adquiridos com o dinheiro do crime e identificar novos envolvidos que atuam como "laranjas" para a facção.

Com informações do Estadão Conteúdo