
Polícia apreende Porsche avaliado em R$ 1 milhão do 'Vovozona' do CV
Polícia Civil do MS
A Polícia Civil apreendeu, nesta terça-feira (10), um Porsche Panamera avaliado em R$ 1 milhão em Campo Grande (MS). O automóvel pertence a Gilmar Reis da Silva, conhecido pelo apelido de "Vovozona", apontado pelas investigações como uma das principais lideranças da facção criminosa Comando Vermelho (CV) no estado.
O veículo foi localizado em uma ação conjunta entre as equipes da GCCO/Draco e do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) de Mato Grosso do Sul.
A apreensão é um desdobramento da Operação Imperium, deflagrada em 10 de fevereiro deste ano. A ofensiva policial tem como foco principal o núcleo financeiro da organização criminosa, investigando esquemas de lavagem de dinheiro, ocultação de bens e movimentação de recursos oriundos de atividades ilícitas. Segundo a polícia, o Porsche estava registrado em nome da esposa de Gilmar, que também é investigada por integrar a estrutura de ocultação patrimonial da facção.
Esquema de lavagem de dinheiro e empresas de fachada
As investigações detalham que, após fugir do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande (MT), em julho de 2023, "Vovozona" passou a utilizar documentos falsos para manter suas atividades. O esquema operava da seguinte forma:
- Documentação falsa: O criminoso e sua esposa utilizavam identidades fraudulentas para a abertura de contas bancárias e registro de empresas.
- Empresas de fachada: Negócios em Rondonópolis (MT) eram registrados com nomes falsos de Gilmar ou de pessoas ligadas a ele para circular o capital ilícito.
- Fluxo financeiro: As empresas recebiam valores de outros membros da facção e reintroduziam o dinheiro no mercado formal por meio da compra de imóveis, veículos de luxo e repasse de lucros.
- Ostentação: Além da lavagem, a aquisição de bens de alto valor servia como demonstração de poder e riqueza dentro da hierarquia criminosa.
Alcance da Operação Imperium
A Operação Imperium busca desarticular a estrutura logística que sustenta e fortalece o Comando Vermelho na região. Durante as diligências, foram cumpridos diversos mandados de prisão, busca e apreensão, além do sequestro de bens móveis e imóveis.
Considerado um criminoso de alta periculosidade, Gilmar Reis da Silva exercia liderança em Rondonópolis e cidades vizinhas. O foco das autoridades agora é mapear outros ativos adquiridos com o dinheiro do crime e identificar novos envolvidos que atuam como "laranjas" para a facção.
Com informações do Estadão Conteúdo
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