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Presidente de sindicato alvo da PF presta depoimento na CPMI do INSS nesta quinta

Depoimento de Milton Baptista de Souza Filho foi solicitado em dez requerimentos apresentados à comissão

THAYANE MELO

09/10/2025 • 09:19 • Atualizado em 09/10/2025 • 09:19

Bastidores de Brasília
CPMI do INSS

CPMI do INSS

Geraldo Magela/Agência Senado

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS ouve, nesta quinta-feira (9), o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), Milton Baptista de Souza Filho, alvo da nova fase da operação Sem Desconto, da Polícia Federal.

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O vice-presidente desse sindicato é José Ferreira da Silva, mais conhecido como Frei Chico, que é irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A entidade é alvo da nova fase da operação Sem Desconto, deflagrada nesta quinta-feira (9) pela Polícia Federal.

O depoimento de Milton Baptista de Souza Filho foi solicitado em dez requerimentos apresentados à comissão. Um dos parlamentares que fizeram essa solicitação foi o líder da oposição no Senado, Rogerio Marinho (PL-RN).

No requerimento, ele lembra que o Sindnapi, vinculado à Força Sindical, aparece entre as entidades que teriam sido mais beneficiadas pelo mecanismo de descontos associativos operado via INSS. Segundo Marinho, o Sindnapi teria recebido mais de R$ 1 bilhão entre 2008 e 2025.

Os demais requerimentos foram apresentados pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF); pelas deputadas federais Adriana Ventura (Novo-SP) e Bia Kicis (PL-DF); e pelos deputados federais Beto Pereira (PSDB-MS), Zé Trovão (PL-SC), Duarte Jr. (PSB-MA), Orlando Silva (PCdoB-SP), Paulo Pimenta (PT-RS) e Sidney Leite (PSD-AM).

Sindicato é alvo da PF

O Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi) é um dos alvos da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (9). A entidade tem como vice-presidente José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Agentes da Polícia Federal cumprem mandados de busca e apreensão na sede do sindicato em São Paulo. A operação investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação conta com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

Ao todo, a corporação cumpre 66 mandados, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além de São Paulo, os mandados de busca e apreensão são cumpridos no Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e no Distrito Federal.

Segundo a PF, a ação desta quinta-feira tem o objetivo de aprofundar as investigações e esclarecer a prática de crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

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