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Instrutores presos por morte em rope jump são transferidos para Guarulhos

Trio que atuou em salto que matou jovem em Limeira é transferido por risco à integridade, diz defesa

Da redação
DA REDAÇÃO

17/06/2026 • 13:41 • Atualizado em 17/06/2026 • 13:41

Ponte onde a jovem Maria Eduarda Rodrigues morreu após ser lançada, sem cordas de segurança, durante um salto de rope jump

Ponte onde a jovem Maria Eduarda Rodrigues morreu após ser lançada, sem cordas de segurança, durante um salto de rope jump

Denny Cesare/Código 19/Estadão Conteúdo

Os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, responsáveis pela operação do salto de rope jump em que morreu a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foram transferidos nesta terça-feira, 16, do Centro de Detenção Provisória Nelson Furlan, em Piracicaba, para o CDP II de Guarulhos, na Grande São Paulo.

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De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo, o trio deu entrada na unidade de Guarulhos na tarde de terça. Eles estavam recolhidos em Piracicaba desde sábado, 13, quando a Polícia Militar prendeu seis pessoas pela morte da jovem, segundo a investigação.

Segundo o advogado Rafael Gomes dos Santos, que representa os três, a transferência ocorreu por risco à integridade física dos clientes dentro do antigo presídio. Ele disse que ainda aguarda detalhes oficiais do governo estadual sobre a medida.

Morte durante salto em Limeira

Maria Eduarda morreu no sábado, 13, após saltar da chamada Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior paulista. A jovem participava de uma atividade de rope jump organizada pelo grupo quando sofreu a queda fatal.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima deveria estar presa a duas cordas de segurança, mas nenhuma delas estava instalada no momento do salto. A investigação aponta que ela foi lançada de uma altura de cerca de 40 metros sem que o equipamento estivesse conectado ao corpo.

O salto foi registrado em vídeo e as imagens, que mostram o momento em que a jovem é empurrada da estrutura, circularam pelas redes sociais. A divulgação das cenas ampliou a repercussão do caso na cidade e entre praticantes do esporte.

Inquérito e depoimentos

A delegada Andrea Levy, responsável pelo inquérito, apura o caso como homicídio com dolo eventual, quando o autor assume o risco de provocar a morte mesmo sem intenção direta. Além da dinâmica do acidente, a equipe investiga o desaparecimento de uma câmera que estaria com Maria Eduarda no momento da queda.

Segundo a delegada, os três funcionários apontados como responsáveis pela operação do salto, que permanecem presos, disseram em depoimento que não se lembram quem deveria instalar ou fiscalizar os equipamentos de segurança naquele dia. A distribuição de tarefas entre os integrantes da equipe é um dos pontos analisados pela polícia.

No sábado, a Polícia Militar prendeu seis pessoas pela morte de Maria Eduarda, entre elas os três instrutores, conforme nota divulgada pela Prefeitura de Limeira. O inquérito deve apontar a eventual responsabilidade criminal de cada participante da atividade.

Disputa sobre responsabilidade pela ponte

A Prefeitura de Limeira afirmou em comunicado que a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do governo federal. A administração municipal informou ainda que pretende processar a União por omissão.

Em resposta ao jornal Estadão, a Secretaria de Patrimônio da União, ligada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, lamentou a morte da jovem durante o que classificou como atividade esportiva não autorizada na ponte. O órgão ressaltou que a prática ocorria sem autorização do governo federal.

A pasta explicou que a estrutura fazia parte de um trecho não implantado do antigo ramal da Rede Ferroviária Federal entre Limeira e Cordeirópolis, localizado dentro de propriedades privadas. Segundo a secretaria, a transferência patrimonial do trecho para a Superintendência da SPU em São Paulo foi concluída em março de 2026.

Versão de instrutor investigado

Um dos instrutores investigados declarou em depoimento à Polícia Civil, divulgado pelo portal g1, que a equipe realizava normalmente as inspeções de segurança antes dos saltos. Ele disse que, no caso de Maria Eduarda, ainda não consegue explicar o que houve e afirmou que todos estão sem entender até agora.

Ao relatar o momento após a queda, o instrutor contou que desceu até o ponto em que a jovem recebia os primeiros socorros. Ele afirmou que acompanhou o atendimento no local até a chegada do resgate.

Com informações do Estadão Conteúdo