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Pressionado, presidente dos Correios entrega carta de demissão ao Palácio do Planalto

Fabiano Silva dos Santos era pressionado pela Casa Civil para liderar um programa de fechamento de agências e demissões correspondentes; pasta nega

Da redação com Nathália Pase
DA REDAÇÃO COM NATHÁLIA PASE

04/07/2025 • 22:00 • Atualizado em 04/07/2025 • 22:00

Fabiano dos Santos pediu demissão da chefia dos Correios

Fabiano dos Santos pediu demissão da chefia dos Correios

Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, entregou nesta sexta-feira (4) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sua carta de demissão do cargo. Sua saída deve ser oficializada em reunião com o petista na próxima quarta (9).

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O Governo Federal era pressionado pelo ministro Rui Costa, da Casa Civil para que ocorresse uma mudança no comando da estatal, como noticiou a colunista Mônica Bergamo, da Rádio BandNews FM. Com a saída de Fabiano, a empresa pública, uma das maiores do País e alvo de cobiça dos partidos do centrão, terá caminho livre para a escolha de um novo líder. O União Brasil é o maior interessado pelo posto.

Fabiano também relatou estar sofrendo pressão do ministro para implementar um plano de reestruturação na empresa, que incluiria o fechamento de agências em todo o país e demissões correspondentes, medidas que ele se recusa a dar partida.

Ao invés disso, os Correios lançou um plano de demissão voluntária, esperando que cerca de 4 mil funcionários se desliguem, o que economizaria cerca de R$ 800 milhões. No entanto, o governo exige uma economia ainda maior, de cerca de R$ 1 bilhão, o que complica a situação e torna quase impossível evitar novas demissões.

O ministro Rui Costa afirmou que nunca defendeu demissões em massa, mas sim a racionalização dos gastos. Os Correios enfrentaram um prejuízo de R$ 2,6 bilhões no último ano, apesar de terem fechado um empréstimo com o banco dos BRICS, e planejam um investimento de R$ 5 bilhões nos próximos anos em modernizações e aquisições de software.Apesar dos prejuízos recentes e do histórico de alternar entre lucros e prejuízos – tendo registrado lucro em 2020 e 2021, mas enfrentando perdas substanciais em outros momentos, incluindo durante o governo Bolsonaro –, a empresa continua sendo uma peça crucial para o País, uma vez que chega a áreas onde empresas privadas não têm presença.

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