
Turistas de diferentes partes do mundo lotam o Rio de Janeiro para curtir os blocos e os desfiles do Carnaval 2026
Tomaz Silva/Agência Brasil
As buscas por “queimadura solar” aumentam no Brasil durante o verão, época de Carnaval. Dados da Sala Digital, uma parceira entre a Band e o Google, mostram que o interesse pelo problema na internet em fevereiro é quase cinco vezes maior do que em meses de inverno, como julho. O comportamento revela um padrão: quanto maior o tempo sob o sol, maior a procura por informação. Muitas vezes depois que o estrago já foi feito.
O alerta vai além do desconforto das queimaduras. O câncer de pele é o tipo mais comum no Brasil e representa cerca de 33% de todos os diagnósticos da doença, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), com aproximadamente 185 mil novos casos por ano. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) aponta a exposição solar sem proteção como o principal fator de risco.
A radiação UVB é responsável pelas queimaduras e pela vermelhidão, principalmente entre 10h e 16h, quando o sol é mais intenso. Já a radiação UVA penetra mais profundamente na pele, contribuindo para o envelhecimento precoce e aumentando o risco de câncer ao longo do tempo.
Cuidados com a pele na folia
Para evitar que a folia termine em dor ou tratamento médico, especialistas recomendam medidas simples, como usar protetor solar com FPS 30 ou mais, aplicar o produto antes de sair de casa e reaplicar a cada duas horas, além de priorizar bonés, chapéus e pausas na sombra. A hidratação constante também ajuda a proteger o organismo e a pele.
Outro cuidado importante é evitar o contato com frutas cítricas antes da exposição ao sol, já que substâncias presentes no limão e na tangerina podem provocar manchas e queimaduras. Se acontecer, lave bem a pele e reaplique o protetor antes de se expor ao sol novamente.
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