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Queimadura de sol: o que fazer, o que evitar e quando buscar atendimento

O que os dados mostram sobre os riscos, os mitos e os primeiros cuidados corretos

Da redação
DA REDAÇÃO

17/12/2025 • 16:42 • Atualizado em 17/12/2025 • 16:42

Praia

Praia

Fernando Frazão/Agência Brasil

A chegada do verão transforma a paisagem brasileira em um convite quase irresistível à exposição solar. Esse movimento, porém, vem acompanhado de uma crise silenciosa de saúde da pele. Dados do Google Trends mostram que o interesse por “queimadura de sol” atinge seu pico anual em dezembro e janeiro, cerca de 300% acima da média do ano.

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O padrão se repete a cada verão e deixa claro que a maioria das buscas acontece quando o dano já está feito: é a dor, a ardência e o desconforto que empurram o brasileiro ao Google, em busca de alívio imediato, não de prevenção.

Nesse cenário, perguntas como “o que é bom para queimadura?” e “o que passar em queimadura?” lideram as buscas, indicando uma corrida por alívio imediato, nem sempre acompanhada de informação confiável sobre os primeiros cuidados.

Queimadura de sol: riscos e cuidados imediatos

Embora muitas vezes tratada como um incômodo passageiro, a queimadura de sol é uma lesão causada pela ação dos raios UVB — mais intensos entre 10h e 16h — e representa um dano biológico relevante.

O problema vai além da vermelhidão visível: a exposição excessiva ao sol tem efeito cumulativo, deixa marcas no DNA das células da pele, acelera o envelhecimento cutâneo e aumenta o risco de câncer de pele. Estudos indicam que pessoas que tiveram cinco ou mais queimaduras solares ao longo da vida podem ter o risco de melanoma duplicado, um tipo de câncer potencialmente fatal.

Diante desse quadro, o cuidado inicial deve ser rápido e focado em duas frentes: resfriar a pele e manter o corpo hidratado. A recomendação é lavar a área afetada com água fria corrente, em temperatura ambiente, por cinco a quinze minutos, para interromper o efeito do calor e reduzir a inflamação. Compressas frias podem ajudar a aliviar dor e inchaço, desde que sem contato direto com gelo. A ingestão de líquidos também é essencial, já que a queimadura favorece a desidratação. Em casos de dor mais intensa, anti-inflamatórios orais, como o ibuprofeno, podem ser usados em pacientes acima de 12 anos, sempre com orientação médica.

Babosa é bom para queimadura?

Entre as dúvidas mais comuns está o uso da babosa. A ciência confirma que a Aloe Vera pode ser benéfica em queimaduras leves a moderadas, desde que aplicada sobre a pele íntegra, sem bolhas. Em forma de gel ou loção pós-sol, a planta tem propriedades cicatrizantes, anti-inflamatórias e analgésicas, estimulando a regeneração do tecido e acelerando a cicatrização.

Essa eficácia é reconhecida oficialmente. Desde 2012, o Sistema Único de Saúde (SUS) inclui medicamentos fitoterápicos à base de Aloe Vera no tratamento de queimaduras de primeiro e segundo grau.

O que não fazer: mitos que podem piorar a lesão

Por outro lado, a pressa por alívio leva muitas pessoas a recorrerem a práticas caseiras perigosas. A queimadura é inicialmente uma lesão estéril e deve ser protegida contra contaminações. Aplicar gelo diretamente sobre a pele é um erro comum e arriscado, pois a temperatura extrema pode causar vasoconstrição e aprofundar o dano.

Produtos como pasta de dente, manteiga ou óleos também não devem ser usados, já que não limpam a área e podem introduzir bactérias, aumentando o risco de infecção. O mesmo vale para estourar bolhas: elas funcionam como uma barreira natural de proteção e rompê-las expõe a pele a agentes infecciosos.

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