
Ana Clara Lopes deve assumir Ministério do Turismo até o fim da COP30, em Belém
Divulgação/Instagram/@anacarlamlopes
A advogada paraense Ana Clara Lopes é cotada para ser a sucessora de Celso Sabino no Ministério do Turismo, após o deputado do União Brasil, também do Pará, comunicar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que deixará o cargo, na última sexta-feira (19). A decisão foi tomada após ultimato do partido por prazo de 24 horas para desembarque da sigla do governo federal.
Segundo apurou o jornalista Túlio Amâncio, da Band Brasília, fontes do Palácio do Planalto dão conta de que Ana Clara, secretária-executiva do Ministério do Turismo, deve assumir a pasta, interinamente. Com a saída de Sabino, deve ficar no cargo pelo menos até o fim da conferência climática da ONU, a COP30, em Belém.
Além de advogada, formada pela Universidade da Amazônia (Unama), Ana Clara tem três pós-graduações: direito público com ênfase em gestão público, em ciência política e administração pública.
O currículo que consta nos arquivos do Ministério do Turismo destaca que a número 2 da pasta já atuou como assessora parlamentar na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa do Pará. Também trabalhou em escritório de advocacia e órgãos do governo paraense, como no Instituto de Meteorologia e Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda.
A saída de Sabino
Sabino deixa o Ministério do Turismo pressionado pelo próprio partido, após o vazamento de informações que citam o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, como dono de aeronaves que seriam usadas por empresas de voos do PCC. A informação foi divulgada por reportagem do ICL. O político nega as acusações.
Depois do vazamento, o União Brasil aprovou a saída urgente de indicados pelo partido para compor cargos no governo, sob pena de retaliações. Sabino era o único nome da legenda a ocupar ministério.
Governo nega acusação do União
O União Brasil responsabilizou o governo pelo vazamento da associação do nome dele às aeronaves, supostamente, ligadas ao PCC. Por outro lado, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), chamou as acusações de infundadas.
“A direção do partido tem todo direito de decidir a saída de seus membros que exercem posições no governo federal. Aliás, não é a 1ª vez que fazem isso. O que não pode é atribuir falsamente ao governo a responsabilidade por publicações que associam dirigente do partido a investigações sobre crimes”, escreveu Gleisi na rede X.
Como paraense, o plano de Sabino era permanecer no Turismo até o final da COP30. Segundo apurações do Túlio Amâncio, ontem, o ministro buscou permissão de Rueda para deixar o cargo após as agendas em Nova York, na Assembleia Geral da ONU, na próxima semana.
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