Internacional

Quem é María Corina Machado, opositora de Maduro que venceu o Nobel da Paz

Líder da oposição foi impedida de concorrer nas eleições presidenciais na Venezuela em 2024 e passou a viver escondida em seu próprio país

3 min

10/10/2025 07:37 • Atualizado há 335 dias

Quem é María Corina Machado, opositora de Maduro que venceu o Nobel da Paz

A líder da oposição venezuelana María Corina Machado é a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025. O anúncio foi feito pelo Comitê Norueguês do Nobel nesta sexta-feira (10).

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O comitê justificou a escolha de Corina Machado pelo “trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia.”

A primeira declaração de María Corina Machado foi feita durante uma conversa por telefone com Edmundo González, opositor de Nicolás Maduro e que disputou a última eleição presidencial na Venezuela. A reação da opositora foi compartilhada em vídeo publicado nas redes sociais.

“Estou em choque", disse Corina Machado. "Aqui também estamos todos em choque de alegria", respondeu Edmundo González.

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Quem é María Corina Machado

Maria Corina Machado tem liderado a luta pela democracia em face do crescente autoritarismo na Venezuela.

Ela estudou engenharia e finanças e teve uma breve carreira em negócios. Em 1992, Maria Corina criou a Fundação Atenea, que trabalha em benefício de crianças de rua em Caracas.

Dez anos depois, ela foi uma das fundadoras do Súmate, uma organização que busca promover eleições livres e justas e realizou treinamentos e monitoramento eleitoral.

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Em 2010, ela foi eleita para a Assembleia Nacional, conquistando um número recorde de votos. O regime, na época comandado por Hugo Chávez, a expulsou do cargo em 2014.

Maria Corina lidera o partido de oposição Vente Venezuela e, em 2017, ajudou a fundar a aliança Soy Venezuela, que une forças pró-democracia no país, transcendendo as divisões políticas.

Em 2023, ela anunciou sua candidatura para presidente nas eleições presidenciais de 2024. Quando foi impedida de concorrer, ela apoiou o candidato alternativo da oposição, Edmundo Gonzalez Urrutia. A oposição se mobilizou amplamente e coletou documentação sistemática de que era a verdadeira vencedora da eleição. O regime, no entanto, declarou vitória.

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A líder oposicionista então passou a viver escondida em seu próprio país. Segundo o Comitê do Nobel, Maria Corina está recebendo o Prêmio Nobel da Paz, antes de tudo, "por seus esforços para promover a democracia na Venezuela."

"Contudo, a democracia também está em declínio internacionalmente. A democracia, entendida como o direito de expressar livremente a opinião, de votar e de ser representado em um governo eleito, é o fundamento da paz, tanto dentro dos países quanto entre eles", escreveu o Comitê ao anunciar Maria Corina como vencedora do Nobel da Paz em 2025.

Nobel da Paz

Maria Corina Machado, líder da oposição venezuelana, é a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025. O Comitê Norueguês do Nobel anunciou o nome na manhã desta sexta-feira (10) e justificou a escolha pelo “trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia.”

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O Prêmio Nobel da Paz de 2025 é concedido a uma defensora da paz, corajosa e engajada — a uma mulher que mantém a chama da democracia acesa em meio a uma escuridão crescente.

O anúncio confere um peso político e internacional sem precedentes à resistência contra o regime no país sul-americano, elevando a proeminência de Maria Corina no cenário global, especialmente após um ano em que a líder foi forçada a se esconder no próprio país devido a sérias ameaças contra sua vida pelo regime de Nicolás Maduro.

O Nobel da Paz também confere um prêmio em dinheiro no valor de 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões).

Segundo o comitê, a escolha de Maria Corina Machado não é apenas um reconhecimento pessoal, mas um ato que solidifica o apoio internacional à causa democrática na Venezuela.

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O Comitê destacou que, apesar das ameaças, a permanência de Maria Corina no país inspirou milhões e uniu a oposição, ressaltando sua firmeza em resistir à militarização da sociedade e seu apoio inabalável a uma transição pacífica.

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