Mais de 100 mil pessoas foram às ruas de Londres neste sábado (13) em uma manifestação da extrema-direita. O ato, chamado de "Unir o Reino", foi organizado pelo ativista anti-imigração e anti-islã Tommy Robinson.
Os protestos tomaram conta de todo o centro da capital britânica, da Ponte de Londres até Westminster, sede do Parlamento.
Com cartazes estampando frases como "queremos nosso país de volta" e "já chega, salvem nossas crianças", os manifestantes bloquearam avenidas, provocaram tumultos e chegaram a confrontar a polícia, que precisou acionar a cavalaria para conter a multidão. Segundo a agência de notícias Deutsche Welle, ao menos 25 pessoas foram presas.
Ainda conforme a agência, além de bandeiras britânicas, símbolos americanos e pró-Israel também tomaram as ruas. Nos últimos meses, protestos menores já haviam ocorrido em frente a abrigos que recebem solicitantes de asilo.
Quem é Tommy Robinson
Tommy Robinson, cujo nome verdadeiro é Stephen Yaxley-Lennon, nasceu em 27 de novembro de 1982 na cidade de Luton, na Inglaterra. Ele é um ativista anti-islã e de extrema-direita britânico.
Robinson foi fundador da Liga de Defesa Inglesa (EDL), descrita como uma organização islamofóbica. Além disso, também foi membro de partidos políticos de extrema-direita e fascistas. Ele também se apresenta como jornalista independente.
Ele já teve sua conta banida no twitter por conteúdos de ódio. Em 2019, as contas de Robinson nas plataformas da Meta também foram banidas, sob alegação de violações de regras de discurso de ódio. Quando Elon Musk comprou o Twitter, a conta dele foi restabelecida.
O ativista tem várias condenações entre os anos de 2005 e 2025, incluindo fraude em passaporte, violação de ordem judicial, desacato a tribunal.
Tommy Robinson foi condenado a 18 meses de prisão por desacato ao tribunal por repetir falsas alegações contra um refugiado sírio, violando uma liminar. Na ocasião, segundo o jornal The Guardian, o juiz disse a ele que "ninguém está acima da lei", afirmando que as violações "flagrantes" foram cometidas de forma "sofisticada" para garantir que as falsas alegações alcançassem "cobertura máxima", atingindo dezenas de milhões de pessoas.
Meses depois, ele ganhou o apoio de Elon Musk que pediu a liberdade dele e em um partido de direita britânico.
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