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Saúde confirma primeira morte por varíola dos macacos em São Paulo

Paciente de 26 anos com imunodeficiência estava internado no Hospital Emílio Ribas

Da Redação, com Bruna Barboza, Rádio Bandeirantes
DA REDAÇÃO, COM BRUNA BARBOZA, RÁDIO BANDEIRANTES

12/10/2022 • 09:31 • Atualizado em 12/10/2022 • 11:34

A Secretaria da Saúde de São Paulo confirmou nesta quarta-feira (12) a primeira morte de paciente com varíola dos macacos no Estado.

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“O paciente tinha 26 anos, era da Capital, estava internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas desde o dia 1º de agosto, possuía diversas comorbidades e passava por tratamento com antivirais para uso emergencial em pacientes graves”, diz a secretaria em nota.

São Paulo tem 3.861 casos confirmados da Monkeypox, “com redução do registro de novos casos nas últimas semanas”.

O atual surto não tem a participação de macacos na transmissão para seres humanos. O vírus da Monkeypox, que faz parte da mesma família da varíola, é transmitido entre pessoas e o atual surto tem prevalência de transmissão de contato íntimo e sexual.

Mais cedo, fontes ouvidas pela reportagem da Rádio Bandeirantes nesta quarta-feira (12) já apontavam que um paciente jovem com imunodeficiência, que estava internado no Hospital Emílio Ribas, na Zona Oeste da capital paulista, desenvolveu a forma grave da doença e não resistiu.

As outras 5 mortes pela doença no Brasil confirmadas anteriormente ocorreram em Minas Gerais e Rio de Janeiro. No domingo (9), a Prefeitura de Pouso Alegre (MG) informou a morte de um rapaz de 21 anos, que estava internado desde 11 de setembro. As outras vítimas no País tinham 31, 33 e 41 anos.

A primeira morte pela doença no Brasil foi em 28 de julho. O paciente, um homem de 41 anos com graves problemas de imunidade, estava internado no Hospital Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte.

Monkeypox

Conhecida internacionalmente como monkeypox, a varíola dos macacos é uma doença causada por vírus e transmitida pelo contato próximo ou íntimo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode se dar por meio de abraço, beijo, massagens, relações sexuais ou secreções respiratórias.

A transmissão também ocorre por contato com objetos, tecidos (roupas ou toalhas) e superfícies que foram utilizadas pelo doente.

Prevenção

  • Evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que tenham lesões na pele;
  • Evitar beijar, abraçar ou fazer sexo com alguém com a doença;
  • Higienização das mãos com água e sabão e uso de álcool gel;
  • Não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos, objetos pessoais ou brinquedos sexuais;
  • Uso de máscaras, protegendo contra gotículas e saliva, entre casos confirmados e contactantes.

Sintomas da Monkeypox (MPX)

O principal sintoma é o aparecimento de lesões parecidas com espinhas ou bolhas, que podem surgir no rosto, dentro da boca ou em outras partes do corpo, como mãos, pés, peito, genitais ou ânus;

  • Caroço no pescoço, axila e virilhas;
  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Calafrios;
  • Cansaço;
  • Dores musculares

Vacina

O Ministério da Saúde já recebeu o primeiro lote das vacinas contra a varíola dos macacos. A remessa - com 9,8 mil unidades - foi desembarcada no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) há uma semana.

Ao todo, o Brasil comprou aproximadamente 50 mil imunizantes via fundo rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Os próximos lotes devem ser entregues até o fim de 2022. De acordo com orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), inicialmente os imunizantes vão ser utilizados para a realização de estudos.

Segundo o ministério, o estudo pretende gerar "evidências sobre efetividade, imunogenicidade e segurança" da vacina contra a monkeypox e, desta forma, orientar a decisão de uso dos gestores.