Relembre como helicóptero que ia para Ilhabela caiu no Vale do Paraíba
Aeronave com quatro pessoas a bordo decolou de São Paulo rumo ao litoral norte; piloto e passageira informaram que a condições climáticas não eram boas

No dia 31 de dezembro de 2023, um helicóptero de prefixo PR-HDB, modelo Robinson R44 (cinza e preto), decolou do aeroporto Campo de Marte, situado na cidade São Paulo, às 13:15, com destino à Ilhabela. Ainda no dia em questão, o piloto Cassiano Tete Teodoro e mais três passageiros - Luciana Rodzewics, sua filha Letícia Ayumi Rodzewics Sakumoto, o amigo da família Rafael Torres - identificaram às más condições climáticas durante a viagem.
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Antes do helicóptero desaparecer, Letícia chegou a enviar mensagens ao namorado, um militar da Aeronáutica que trabalha em Campo de Marte, para avisar que o tempo não estava favorável, com neblina, baixa visibilidade e "medo", e que sua intenção era retornar à São Paulo.
Letícia chegou a mandar fotos do local, onde havia muita neblina. Ao ser questionada sobre o local onde ela se encontrava, a garota respondeu: "Tô parada no meio do mato". Em seguida, é possível observar que o helicóptero voltou a decolar, já que um vídeo foi encaminhado ao namorado da adolescente, às 14:47, num voo com baixíssima visibilidade.
De acordo com a Polícia Militar de São Paulo, o último contato da aeronave ocorreu às 15:10, quando o helicóptero sobrevoava a cidade de Caraguatatuba, próximo à Paraibuna. Áudios obtidos pela equipe de jornalismo da Band Vale mostram a preocupação do piloto com as condições meteorológicas do local e a dificuldade com a visibilidade.
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Após o desaparecimento, e por mais de 30 horas, o telefone de Luciana seguiu ligado e as ligações chamavam seu celular, embora ninguém o atendesse. Na segunda-feira (1º), as ligações passaram a cair em caixa postal.
Em entrevista à Band, a irmã de Luciana, Silvia Santos, relatou que a viagem realizada pela parente não estava planejada e foi realizada de última hora. "Eu falei com minha irmã por volta de meio-dia, pois ela iria passar o Ano-Novo comigo, na minha sogra, e [ela] desmarcou do nada. Falou que não ia mais, que era para eu ir, que ela arrumou outro passeio, mas não me informou que iria para Ilhabela", contou.
No dia 2 de janeiro, uma ligação ao 190 deu aos agentes do Corpo de Bombeiros uma esperança de encontrar a aeronave desaparecida, após uma ligação anônima informar que ouviu um barulho de helicóptero - incomum para a área - próximo à Natividade da Serra, na região do Vale do Paraíba.
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Do primeiro até o quinto dia de busca, as más condições meteorológicas nos arredores do local onde o helicóptero desapareceu persistiam e dificultaram os trabalhos das autoridades. Vitor Hugo Guarinon, capitão da Polícia Militar, declarou à imprensa na ocasião que a região da Serra do Mar é propícia à alta nebulosidade e que o clima dificulta o acesso.
No sétimo dia de buscas, o delegado do caso, Paulo Sérgio Pilz, informou que o local onde um pouso forçado havia sido realizado foi encontrado. A interrupção no voo foi realizada próximo a represa de Paraibuna. "Foi o ponto onde eles pousaram anteriormente, naquela foto que foi encaminhada, foi o ponto de toque do helicóptero. Nós fomos verificar e realmente tinha a marca ali, fica na beira da represa, do outro lado justamente onde estamos usando como ponto", completou.
Após a identificação do helicóptero, que foi localizado na região de Paraibuna, os esforços passarão a serem concentrados nas buscas por possíveis sobreviventes. É o que diz o porta-voz da Defesa Civil, em entrevista à BandNews FM: "Nesse momento é realizado uma análise do local para que seja iniciado o processo de buscas via terrestre. Agora, o intuito é tentar localizar as vítimas com vida. O local é de Mata Atlântica, então agora as equipes por terra, equipes do Corpo de Bombeiros, especializadas em busca e salvamento, vão avaliar se a entrada será feita por terra ou será deixada as equipes por forma aérea até esse ponto".
