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União Progressista retoma apoio à reeleição de Simões em MG e isola Aro

Danilo de Castro será vice na chapa do PSD; ex-secretário concorrerá ao Senado sem coligação com governador

Da redação
DA REDAÇÃO

06/08/2026 • 12:18 • Atualizado em 06/08/2026 • 12:54

Mateus Simões

Mateus Simões

Cristiano Machado / Imprensa MG

Em nova reviravolta na disputa pelo governo de Minas Gerais, a Federação União Progressista (UP), formada por União Brasil e PP, retomou nesta quarta-feira (5) o apoio à reeleição do governador Mateus Simões (PSD), ex-vice de Romeu Zema (Novo), e indicou o ex-deputado federal Danilo de Castro (União) para a vaga de vice.

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A federação anunciou o acordo em nota à imprensa e formalizou que, além de Danilo de Castro na vice, indicará o ex-deputado Marcelo Aro (PP) para disputar uma das vagas ao Senado. Segundo o texto, a composição faz parte do entendimento político firmado com Simões.

Na prática, porém, Marcelo Aro ficou isolado dentro do grupo governista. A campanha de Mateus Simões informou que o ex-secretário da Casa Civil concorrerá de forma avulsa ao Senado, sem dividir palanque com o governador nem receber pedido explícito de votos.

Para acomodar o Partido Novo, que originalmente ficaria com a vice, Simões decidiu apoiar ao Senado o advogado Marco Antônio Costa (Novo), conhecido como Superman. Com isso, a disputa majoritária contará com três candidatos ao Senado ligados ao campo governista: o senador Carlos Viana (PSD), que busca a reeleição, Marcelo Aro, pela Federação UP, e Superman, pelo Novo.

Crise e mudança de planos de Marcelo Aro

Menos de uma semana antes da recomposição, Marcelo Aro havia rompido com Mateus Simões. Ex-secretário da Casa Civil, ele comunicou ao governador que não integraria mais a chapa como candidato ao Senado e passaria a articular uma candidatura própria ao Palácio Tiradentes.

O cálculo de Aro era ocupar o espaço aberto pela desistência do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Com isso, pretendia atrair o apoio do PL e do Republicanos e se tornar o palanque de Flávio Bolsonaro (PL) em Minas Gerais.

O movimento perdeu força quando Flávio Bolsonaro optou por lançar o empresário Flávio Roscoe (PL) como candidato ao governo e seu palanque no Estado. Enquanto isso, o Republicanos ainda não definiu sua estratégia. Nos bastidores, dirigentes discutem protocolar a candidatura de Cleitinho ao governo, mesmo sem aval da direção nacional, o que pode abrir uma disputa jurídica.

A saída de Aro do governo provocou reação de Romeu Zema, que levou o ex-deputado para a administração estadual. Em declarações públicas, Zema chamou Marcelo Aro de "ave de rapina" e de traidor. Mateus Simões também passou a criticar o ex-aliado após o rompimento.

Disputa pelo Senado e rearranjo da base governista

Antes da crise, a chapa ao Senado da coligação governista teria apenas dois nomes: Marcelo Aro e o senador Carlos Viana (PSD). Um dos motivos do rompimento foi a resistência de Aro em concorrer ao lado de Viana; ele queria que a candidatura do presidente da CPMI fosse retirada.

Com o novo arranjo, a campanha de Simões divulgou outra composição. "O candidato a vice-governador será Danilo de Castro. Não haverá coligação para a candidatura ao Senado, sendo confirmados: pelo PSD a candidatura isolada de Carlos Viana, candidato à reeleição, de Marcelo Aro, pela Federação União Progressista, e de Superman, pelo Novo", informou a nota da campanha.

O acordo recoloca União Brasil e PP no centro da aliança que sustenta Mateus Simões, ao mesmo tempo em que preserva espaço para o Novo com a candidatura de Superman. Já Marcelo Aro, que tentou se projetar como principal representante do bolsonarismo na eleição mineira, passa a disputar o Senado sem o apoio direto do governador.

O cenário contribui para fragmentar o campo da direita em Minas Gerais, com o PL na disputa ao governo com Flávio Roscoe, a indefinição do Republicanos sobre Cleitinho e a candidatura isolada de Aro ao Senado, enquanto Mateus Simões busca consolidar sua reeleição com uma base ampliada e repartida entre PSD, Federação UP e Novo.

Com informações do Estadão Conteúdo.