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Dosimetria: entenda o cálculo das penas dos condenados pela trama golpista

A dosimetria é o processo que determinará o tempo de reclusão de cada um dos condenados, considerando a gravidade dos crimes, as circunstâncias em que ocorreram e a participação individual de cada envolvido.

Da redação
DA REDAÇÃO

11/09/2025 • 17:56 • Atualizado em 11/09/2025 • 17:56

STF

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Gustavo Moreno/STF

Os ministros do Supremo Tribunal Federal realizaram a dosimetria das penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus condenados pela trama golpista.

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A dosimetria é o processo que determinará o tempo de reclusão de cada um dos condenados, considerando a gravidade dos crimes, as circunstâncias em que ocorreram e a participação individual de cada envolvido.

A dosimetria da pena no Brasil segue um sistema trifásico, ou seja, é realizada em três etapas sucessivas e obrigatórias para o juiz, neste caso, os ministros do STF.

O objetivo é garantir a individualização da pena, um princípio constitucional que veda a aplicação de uma punição padronizada para todos os réus.

Primeiro, a pena-base é estabelecida considerando as circunstâncias judiciais do caso. Em seguida, a pena provisória é definida pela aplicação das atenuantes e agravantes, ajustando a pena-base. Por fim, a pena definitiva é alcançada ao se aplicar as causas de aumento ou diminuição de pena.

Crimes

Todos os réus respondem no Supremo pelos crimes de:

  • Organização criminosa armada,
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito,
  • Golpe de Estado,
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça e
  • Deterioração de patrimônio tombado.

A exceção é o caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, que, atualmente, é deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes. A regra está prevista na Constituição.

A suspensão vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro.

Ramagem continua respondendo pelos crimes de golpe de Estado, organização criminosa armada e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

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