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Saiba quem são as vítimas do acidente aéreo em Marília (SP)

Os pilotos Gabriel Maloni Mendes e Henrique Guariente Filho morreram no local; passageiro foi socorrido e recebeu alta médica

Matheus Christov
MATHEUS CHRISTOV

11/06/2026 • 16:38 • Atualizado em 11/06/2026 • 16:38

Vítimas do acidente aéreo em Marília, no interior de SP

Vítimas do acidente aéreo em Marília, no interior de SP

Reprodução/OMA Aviação

A queda de um avião de pequeno porte em Marília, no interior de São Paulo, deixou dois pilotos mortos na manhã de quarta-feira (10). As vítimas foram identificadas como Gabriel Maloni Mendes da Cruz, de 24 anos, e Henrique Guariente Filho, de 47 anos.

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O único ocupante que sobreviveu foi Pablo Portella Ilwoski, de 28 anos. Ele estava internado no Hospital das Clínicas (HC) de Marília e recebeu alta médica na manhã desta quinta-feira (11). Pablo também é piloto de aviões.

Nas redes sociais, a esposa dele, Natiele Ilucenski Ilowski, tranquilizou amigos e familiares sobre o estado de saúde do marido. Em uma publicação feita horas após o acidente, a advogada informou que Pablo estava consciente e se recuperando bem.

Pablo está bem, conversando e respirando sem dificuldade. Logo estará em casa.

Além do passageiro, estavam no comando da aeronave os pilotos Gabriel Maloni Mendes da Cruz e Henrique Guariente Filho. Os dois morreram carbonizados no local do acidente.

Gabriel Maloni tinha 24 anos e atuava como piloto comercial de aviões. Natural do noroeste paulista, era conhecido no meio aeronáutico pela paixão pela aviação.

Nas redes sociais, amigos e familiares publicaram manifestações de pesar. Em nota divulgada, a Oficina Marília de Aviação (OMA) lamentou o acidente:

“Neste momento de dor, nos solidarizamos com seus familiares, amigos e com toda a comunidade aeronáutica, expressando nossas mais sinceras condolências”, disse o comunicado.

Já Henrique Guariente Filho era conhecido entre amigos como Rick, tinha 47 anos e era um profissional conhecido no setor aeronáutico de Marília (SP).

Em nota, o aeroclube do município afirmou que Henrique era “muito mais do que um piloto excepcionalmente talentoso”, e destacou sua dedicação à segurança operacional, ao ensino e à formação de novos aviadores.

O velório de Henrique aconteceu na manhã desta quinta-feira (11), em Marília. O enterro está marcado para sexta-feira (12), às 10h, no Cemitério Parque das Orquídeas, no mesmo município.

Cenipa investiga causas do acidente

O avião de pequeno porte caiu minutos após decolar do aeroporto de Marília. A aeronave pertence ao empresário Carlos Eduardo Alves, fundador de uma grande indústria de alimentos do interior paulista. Ele não estava a bordo da aeronave no momento do acidente.

Segundo dados do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o avião envolvido no acidente é um Beech Aircraft Baron 58, de matrícula PT-MDB. A aeronave está registrada como de operação privada e, conforme os registros oficiais, foi adquirida por Carlos Eduardo Alves em outubro de 2024

De acordo com a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, a aeronave decolou às 11h13 e caiu instantes depois em um campo de uma associação atlética localizado ao lado da pista do aeroporto.

Dados do site de rastreamento de voos FlightRadar24 mostram que a aeronave chegou a fazer três voltas no ar antes da queda. As causas do acidente ainda são desconhecidas.

Em nota divulgada na tarde de quarta-feira (10), o Grupo Ponzan Alimentos afirmou que presta suporte às famílias das vítimas e acompanha as investigações conduzidas pelos órgãos competentes.

“As circunstâncias da ocorrência estão sendo apuradas pelas autoridades competentes, e a empresa acompanha os desdobramentos com atenção, responsabilidade e total colaboração”, informou.

Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a aeronave estava com a situação regular, com certificado de aeronavegabilidade válido até junho de 2027 e autorização para voos por instrumentos e operações noturnas.

A Força Aérea Brasileira informou que as causas do acidente serão apuradas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA).