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São Paulo tem recorde no número de feminicídios

Especialista ressalta a importância de trabalhar com meninos e homens para construir uma sociedade menos violenta

Por Redação
REDAÇÃO

16/08/2025 • 12:15 • Atualizado em 16/08/2025 • 12:15

Resumo

Violência de gênero no Brasil - A especialista Ana Nery, da Plan International Brasil, discutiu a crescente violência contra mulheres no país e destacou a importância de projetos de prevenção e combate, como o "Jovens Líderes pelo Fim da Violência de Gênero".

Projeto de capacitação - O projeto visa capacitar jovens mulheres de 18 a 24 anos sobre violência de gênero e canais de denúncia, incentivando-as a disseminar o conhecimento adquirido e fortalecer o empoderamento econômico das participantes através de uma bolsa.

Desafios e soluções - Ana Nery salientou os desafios no combate à violência doméstica e feminicídio, ressaltando a naturalização da violência de gênero como uma barreira significativa. Ela enfatizou a necessidade de transformação social, conscientização da população, fortalecimento das redes de proteção e a importância de envolver meninos e homens nos esforços de combate à violência.

Em meio a uma preocupante escalada de casos de violência contra a mulher no Brasil, a especialista em gênero e inclusão da Plan International Brasil, Ana Nery, destacou a importância de iniciativas focadas na prevenção e combate à violência de gênero. Durante entrevista à Rádio Bandeirantes, Ana abordou o projeto "Jovens Líderes pelo Fim da Violência de Gênero", desenvolvido em parceria com o Ministério das Mulheres.

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A especialista explicou que o projeto seleciona jovens mulheres entre 18 e 24 anos para receberem formação sobre os temas de violência de gênero e canais de denúncia. "A ideia é que essas jovens façam uma ressonância, uma multiplicação desse conhecimento para outras meninas e jovens com idade de 14 a 24 anos", afirmou Ana. Além disso, ela ressaltou a importância do fortalecimento do empoderamento econômico das participantes, que recebem uma bolsa para disseminar o conhecimento adquirido.

Ana Nery também discutiu os desafios enfrentados no combate à violência doméstica e o feminicídio, destacando a naturalização da violência de gênero como uma barreira significativa. "A violência física não é a única forma de violência. Ela começa antes, com a violência psicológica, patrimonial, entre outras", explicou. A especialista enfatizou a necessidade de uma transformação social que desmonte as estruturas machistas e patriarcais que inferiorizam as mulheres.

Ela também destacou a necessidade de sensibilização e conscientização da população em geral, incluindo a importância de fortalecer as redes de proteção e garantir que as mulheres possam identificar sinais de violência mais sutis, como as microagressões e a violência psicológica.

Ana Nery destacou a importância de trabalhar com meninos e homens para construir uma sociedade menos violenta e mais justa. "A gente precisa trabalhar com meninos e homens desde cedo, porque não adianta nada a mulher saber que está passando por uma situação de violência, denunciar, mas ela não é ouvida", concluiu, reforçando que o combate à violência de gênero requer esforços em todas as esferas da sociedade.

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