
Lula durante evento sobre democracia no Chile
REUTERS/Pablo Sanhueza
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (31) que o Brasil não existiria se não fosse um país soberano. A declaração foi feita após o tarifaço de 50% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A publicação na plataforma X, antigo Twitter, está acompanhada de uma imagem com o primeiro artigo da Constituição Federal, que constitui em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos a soberania.
“Sem soberania, o Brasil não existiria. Foi ela que nos trouxe liberdade e independência. E é ela que aparece em primeiro lugar em nossa Constituição, entre os demais princípios fundamentais”, escreveu Lula.
“Soberania é a autoridade que um povo tem sobre seu próprio destino. É a capacidade de um país decidir seus rumos, proteger seus recursos, cuidar de seu território e defender seus interesses diante do mundo. Soberania é, para nós, o direito de construir uma sociedade livre, justa e solidária”.
Sem citar o tarifaço de 50% imposto por Donald Trump, Lula afirmou que a soberania deve ser acompanhada pela cooperação internacional.
“O mundo enfrenta desafios que nenhuma nação vencerá sozinha, como a fome e a mudança do clima. Desafios comuns exigem ações compartilhadas. Por isso, atuamos para fortalecer o multilateralismo”, finalizou.
"Interferência injustificável"
A Presidência da República divulgou na noite desta quarta-feira (30) uma nota assinada pelo presidente Lula em que se solidariza e repudia as sanções impostas pelos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) com a Lei Magnitsky – tornando o magistrado como a primeira autoridade de um país democrático a ser enquadrado desta forma.
"O governo brasileiro se solidariza com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, alvo de sanções motivadas pela ação de políticos brasileiros que traem nossa pátria e nosso povo em defesa dos próprios interesses", diz o texto.
Lula criticou o que chamou de "interferência inaceitável" na Justiça brasileira e contestou a justificativa das medidas comerciais anunciadas por Washington, associando-as a motivações políticas que “atentam contra a soberania nacional e fragilizam a relação histórica entre os dois países”.
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