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“STF agora é o Tutor Geral da República”: oposição reage negativamente à decisão de Moraes

Para a audiência de conciliação, deverão ser intimadas as presidências da República, do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, a PGR e a Advocacia-Geral da União

THAYANE MELO

04/07/2025 • 11:02 • Atualizado em 04/07/2025 • 11:02

Congresso Nacional

Congresso Nacional

Arquivo/Agência Brasil

Após decisão do Ministro Alexandre de Moraes que suspendeu nesta sexta-feira (4) os efeitos dos decretos sobre Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), tanto do governo quanto do Congresso e marcar uma audiência de conciliação entre os Poderes, a oposição reagiu de forma negativa.

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Fontes ouvidas pela reportagem da Band afirmam que: “O que importa é que mesmo com essa decisão do STF o povo continue sem pagar aumento do IOF”. Além disso, há também um descontentamento que várias pautas do legislativo estejam sendo discutidas no Supremo.

Uma segunda fonte ouvida disse: “Essa decisão é preocupante, o STF agora é o Tutor Geral da República? Precisamos fazer uma PEC para colocar a nova função que o STF já está cumprindo”.

Para a audiência de conciliação, deverão ser intimadas as presidências da República, do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, a Procuradoria-Geral da República, a Advocacia-Geral da União e as partes.

Novela IOF

O decreto fazia parte de medidas elaboradas pelo Ministério da Fazenda para reforçar as receitas do governo e atender às metas do arcabouço fiscal. No fim de maio, o presidente Lula editou decreto que aumentava o IOF para operações de crédito, de seguros e de câmbio.

A decisão de pautar a derrubada do decreto do IOF foi anunciada horas antes da votação pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em postagem nas redes sociais. Segundo ele, a maioria da Câmara não concorda com elevação de alíquotas do IOF como saída para cumprir o arcabouço fiscal e tem cobrado o corte de despesas primárias.