Tarcísio sobre suposta perseguição da PM a Haddad: 'Não houve nada'
Haddad havia relatado que seu motorista teria sido perseguido e abordado por policiais militares na noite de 11 de agosto

O governador paulista e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou que as apurações policiais desmentem a acusação do seu opositor no pleito, Fernando Haddad (PT). Haddad havia relatado que seu motorista teria sido perseguido e abordado por policiais militares na noite de 11 de agosto.
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Em coletiva concedida durante o evento de lançamento de sua campanha, Tarcísio declarou: "Tudo mostra que não houve absolutamente nada e que se trata, no final das contas, de uma falsa comunicação".
O governador detalhou que a Polícia Civil instaurou um inquérito, e o motorista será chamado para depor. A análise do GPS das viaturas e a apuração de mais de 70 câmeras de segurança mostraram que não houve perseguição ou contato dos policiais com o veículo. Sobre isso, Tarcísio destacou: "A gente monitorou via GPS qual foi o itinerário de cada viatura e foi bastante conclusivo, porque vemos que não há perseguição. Temos algumas viaturas que cruzam o carro dele e seguem dirigindo".
Registros de câmeras obtidos pelo Estadão também divergem da versão de Haddad. O petista afirmou que o veículo foi seguido de perto até um hotel na Rua Joinville, onde teria ocorrido a abordagem. Contudo, as filmagens mostram o Ford Fusion do funcionário trafegando sozinho em diversos trechos e estacionando no hotel às 21h58.
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A viatura só passou pelo local às 22h24, mais de 25 minutos depois. O veículo policial reduziu a velocidade ao lado do carro parado, mas, pelo ângulo das imagens, não é possível confirmar se houve comunicação. Pouco depois, o motorista deixou o local sem ser seguido.
Tarcísio reforçou que a apuração é criteriosa, concluindo: "Estamos apurando isso com a maior responsabilidade, se houvesse algum desvio de conduta a gente ia punir severamente os responsáveis".
