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Taxa de condomínio sobe acima da inflação e inadimplência dispara no Brasil

Com aumentos de até 25%, valor mensal passou a ser comparado a um 'segundo aluguel'

Da redação
DA REDAÇÃO

01/08/2026 • 07:00 • Atualizado em 01/08/2026 • 07:00

O custo de viver em condomínios no Brasil tem apresentado altas sucessivas e superiores aos índices oficiais de inflação, transformando a taxa mensal em um desafio financeiro para milhões de proprietários.

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Segundo o último censo do IBGE, quase 40 milhões de brasileiros residem hoje em condomínios, atraídos por infraestrutura, lazer e, principalmente, segurança. No entanto, essa comodidade tem um preço cada vez mais elevado.

Entre 2022 e 2025, a taxa de condomínio subiu cerca de 25%, superando a inflação acumulada do período. Atualmente, o valor médio pago pelos moradores é de R$ 516 por mês. Em casos específicos, como o do morador Marcelo Brandalize, que vive em condomínio há 30 anos, o reajuste, apenas neste ano, já atingiu os 10%.

Fatores de pressão e o ‘novo aluguel’

Especialistas e gestores indicam que o equilíbrio das contas tornou-se o maior desafio administrativo recente. Segundo Flávio Rapp, síndico profissional que administra dez empreendimentos em Curitiba, os principais vilões do orçamento são os gastos com mão de obra (seja própria ou terceirizada) e o consumo de serviços básicos, como água e luz, que sofrem aumentos frequentes.

Devido aos valores elevados, a taxa de condomínio passou a ser encarada por muitos proprietários como uma espécie de aluguel perpétuo. Esse cenário impactou diretamente os índices de pagamento em dia: nos cartórios de protesto, o número de dívidas acumuladas por condôminos cresceu mais de seis vezes no ano passado em comparação ao ano anterior.