
Compra de ingressos vira alvo de reclamação de fãs
Reprodução/Pixabay
Resumo
Os fãs da banda My Chemical Romance, que anunciou uma série de shows no Brasil, reclamaram nas redes sociais de uma nova taxa durante a compra de entradas para a apresentação da banda. A 'taxa de processamento', que agora é cobrada junto de cobranças administrativas e de serviço, chegam a até metade do valor original do ingresso.
Em simulações, fãs apontam que a taxa de processamento chega a quase 25% do valor do ingresso. "Inventaram agora a tal taxa de processamento, desisti de shows por causa desses absurdos", escreveu uma internauta no X. Uma fã da banda compartilhou nas redes que, apenas em taxas, terá que pagar quase R$ 250.
No site oficial da Eventim, que é a ticketeira responsável pela venda dos ingressos dos shows do My Chemical Romance, a taxa de processamento funciona para "cobrir custos essenciais para o funcionamento e manutenção do sistema de pagamentos eletrônicos".
Dentre estes custos, a empresa cita que a taxa serve para cobrir os "custos de processamento da transação (autorização e operação do pagamento), segurança das informações do cliente (proteção dos dados financeiros), transferência dos fundos para o promotor do evento e outros serviços relacionados".
A taxa não ocorre apenas na venda de ingressos para a banda norte-americana. Na venda de entradas para o show extra de Gilberto Gil, que deve ocorrer em outubro deste ano, a situação é a mesma.
Além da Eventim, empresas semelhantes como a Ticket360 e Sympla também cobram a taxa de processamento, relacionada ao método de pagamento escolhido pelo cliente ao adquirir um ingresso.
Procon orienta consumidores a reclamar taxas
Para a Band, o Procon de São Paulo explica que no caso da Eventim, a empresa não justifica de forma objetiva a composição do valor do ingresso, o que é um erro. "A cobrança dessas demais taxas por percentual do ingresso, gera dúvidas, pois o serviço a que se referem pode já estar contemplados na referida composição do preço", explica, em nota.
"As explicações da empresa são genéricas e não detalham os alegados serviços realizados", diz o Procon.
O Procon cita que empresas como a Eventim não apresentam evidências que "justifiquem os valores extras cobrados com essas taxas". E, por isso, o órgão orienta clientes que se sentem lesados a formalizar uma reclamação no site oficial.
Lei autoriza cobrança de taxa de processamento
A Lei Federal n.º 13.455/2017, assinada pelo então presidente Michel Temer, autoriza empresas a diferenciar preços de bens e serviços oferecidos ao público em função do prazo ou do instrumento de pagamento utilizado.

