Política

'Tenho que estar fora?': Veja troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro

Relatório da PF enviado ao STF expõe conversas, o temor de prisão do ex-banqueiro e o teor dos diálogos

2 min

01/09/2026 19:08 • Atualizado há 6 dias

'Tenho que estar fora?': Veja troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro

Novos elementos divulgados a partir de um relatório da Polícia Federal — solicitado pelo ministro André Mendonça e entregue ao Supremo Tribunal Federal — revelam bastidores sensíveis e o nível de proximidade entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O material traz à tona mensagens trocadas via aplicativo que antecedem a prisão de Vorcaro e jogam luz sobre transações e conversas mantidas nos dias que antecederam a operação.

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"Acha que 2ª tenho que estar fora?"

Em uma das mensagens anexadas ao relatório da Polícia Federal, datada de 15 de novembro de 2025, Daniel Vorcaro questiona o interlocutor em conversas atribuídas no contexto de apuração sobre uma suposta operação da PF: "Acha que 2ª tenho que estar fora?". A mensagem expõe o temor do ex-banqueiro diante de rumores de investigações e possíveis medidas restritivas iminentes.

A articulação e o tom das mensagens

O material recuperado de celulares apreendidos detalha trocas não apenas diretas, mas também intermediadas por pessoas próximas, como motoristas e familiares. Em outro trecho de conversas com sua filha Stella, Vorcaro chega a brincar e relatar encontros: "To com alexandre moraes". Os diálogos mostram a frequência com que o ex-banqueiro tentava monitorar a proximidade com autoridades e coordenar o trânsito de pessoas em sua residência.

Contratos sob escrutínio

Além do teor das conversas informais, o relatório aponta ramificações contratuais envolvendo o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O documento policial destaca que o ministro chegou a atuar diretamente na edição de minutas e contratos de prestação de serviços jurídicos firmados entre o escritório e Vorcaro — acordos que inicialmente somavam cerca de R$ 130 milhões e que depois ganharam aditivos milionários adicionais. Juristas têm apontado a relação como um ponto de extrema delicadeza institucional, enquanto o ministro André Mendonça defende com insistência a urgência na implementação de um código de conduta mais rígido para magistrados do Supremo.

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