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Japão: Terremoto provoca queda de muralha de um castelo com 400 anos

Monumento é especialmente conhecido pelo Cerco ao Castelo de Kumamoto, durante a Rebelião de Satsuma, em 1877

ESTADÃO CONTEÚDO

28/07/2026 • 15:10 • Atualizado em 28/07/2026 • 20:04

Terremoto de magnitude 7,1 atinge o Japão

Terremoto de magnitude 7,1 atinge o Japão

Kyodo/via REUTERS

O terremoto de magnitude 7,1 que atingiu o Sul do Japão nesta terça-feira (28) provocou a queda de uma muralha de um castelo em Kumamoto, com mais de 400 anos.

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A fortaleza foi construída pelo general Kato Kiyomasa entre 1601 e 1607 e é um dos três castelos mais famosos do Japão. O monumento é especialmente conhecido pelo Cerco ao Castelo de Kumamoto, durante a Rebelião de Satsuma, em 1877.

De dentro do castelo, 3,5 mil soldados resistiram a 13 mil integrantes do Exército de Satsuma, segundo o site do castelo. "O Castelo de Kumamoto demonstrou, em nome e na realidade, que era uma fortaleza inexpugnável."

Além do castelo, o forte tremor também provocou o desabamento de um shopping, deixando dezenas de pessoas presas. Partes das paredes do edifício desabaram, deixando estruturas metálicas expostas.

Segundo o Corpo de Bombeiros de Kumamoto, várias pessoas ficaram presas no shopping após uma explosão que causou o desabamento do segundo andar. Pelo menos dois feridos já foram resgatados.

As emissoras TBS e Fuji informaram que há mortos e feridos no local, mas o número total de vítimas ainda não foi confirmado. Segundo a emissora pública NHK, entre 20 e 30 trabalhadores estão desaparecidos. A operação de resgate segue em andamento.

O Aeon Mall ficou fechado temporariamente em 2016, após Kumamoto ser atingida por dois terremotos devastadores em apenas dois dias. O primeiro, de magnitude 6,5, foi registrado em 14 de abril, e o segundo, de magnitude 7,3, em 16 de abril. Os tremores deixaram 273 mortos e mais de 2,8 mil feridos.

A agência de notícias Kyodo News afirmou que uma pessoa morreu após uma casa desabar, sem dar mais detalhes sobre onde ocorreu o desabamento. A NHK informou que pelo menos 50 pessoas foram levadas a hospitais na cidade de Hikawa com ferimentos e que ao menos 12 imóveis desabaram. A emissora acrescentou ainda que havia pessoas presas em quatro prédios.

A NHK informou ainda que pode haver desaparecidos na fábrica de papel Nippon Paper, localizada em Yatsushiro, após a chaminé do imóvel desabar. A Agência de Gestão de Incêndios e Desastres do Japão (FDMA, na sigla em inglês) afirmou que o Corpo de Bombeiros de Yatsushiro foi acionado para resgatar nove pessoas no local.

O terremoto ocorreu às 16h27 no horário local (04h27 em Brasília), na ilha de Kyushu. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) informou inicialmente que o tremor teve magnitude 7,1, mas revisou posteriormente o dado para 6,8.

Após o terremoto, ocorreram mais de 60 réplicas com magnitudes variando de 1 a 4, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA, na sigla em inglês).

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou em uma publicação no X que criou uma força-tarefa para coletar informações, avaliar os possíveis danos e se preparar para operações de resgate, caso necessário.

Sanae disse a repórteres que cerca de 3,6 mil militares foram enviados a Kumamoto para auxiliar nos trabalhos de resgate. "Já foram confirmados danos extensos", afirmou. "Expresso minhas mais sinceras condolências a todos os afetados por este desastre."

O secretário-chefe do Gabinete, Minoru Kihara, afirmou em uma entrevista coletiva que as Forças Armadas do Japão estão realizando operações de resgate emergencial em Kumamoto.

A JMA chegou a emitir um alerta de tsunami após o sismo para os mares de Ariake e Yatsushiro, mas o suspendeu cerca de duas horas depois.

*Com informações de agências internacionais.