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Tesoureira de facção ligada ao CV é presa em operação no Vidigal

Apontada como operadora financeira do grupo, Núbia Santos Oliveira tinha dois mandados de prisão em aberto e é investigada por lavagem de dinheiro

Da redação
DA REDAÇÃO

20/04/2026 • 11:13 • Atualizado em 20/04/2026 • 11:13

Operação Rio/Salvador

Operação Rio/Salvador

Divulgação MP e SSP

Resumo

Ação policial prendeu Núbia Santos Oliveira, considerada peça-chave no esquema financeiro de uma facção criminosa baiana ligada ao Comando Vermelho, durante a Operação Duas Rosas II no Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro, após tiroteio, interdição de vias e apreensão de armas e drogas.

Investigação aponta Núbia como principal operadora financeira do Primeiro Comando de Eunápolis, esposa de um dos líderes da facção, com dois mandados de prisão por tráfico e homicídio, e envolvimento em lavagem de dinheiro, sendo alvo de operação conjunta do MP-BA, SSP-BA e polícias civis da Bahia e do Rio.

Operação busca capturar 13 fugitivos do Conjunto Penal de Eunápolis, que seguem comandando atividades criminosas à distância; ação impactou a rotina da região com turistas impedidos de sair do mirante, bloqueio de avenida e incêndio de caçambas, mas sem registro de feridos, enquanto investigações e buscas continuam.

Uma mulher considerada peça-chave no esquema financeiro de uma facção criminosa do sul da Bahia foi presa na manhã desta segunda-feira (20), durante a Operação Duas Rosas II, no Morro do Vidigal, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A prisão de Núbia Santos Oliveira é um desdobramento da ação policial que mobilizou forças de segurança e causou tensão na região, com registro de tiroteio e interdição de vias importantes.

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Segundo as investigações, Núbia atuava como uma das principais operadoras financeiras do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), organização criminosa ligada ao Comando Vermelho. Ela é apontada como responsável por gerenciar recursos ilícitos da facção, função que a colocava como uma espécie de “tesoureira” do grupo.

A suspeita é esposa de Wallas Souza Soares, conhecido como “Patola”, identificado como um dos líderes da facção ao lado de Ednaldo Pereira dos Santos, o “Dada”. Contra ela, havia dois mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas e homicídio, além de investigações por lavagem de dinheiro.

A prisão ocorreu durante operação integrada do Ministério Público da Bahia (MP-BA), da Secretaria de Segurança Pública da Bahia e das polícias civis da Bahia e do Rio de Janeiro. A ação teve como foco lideranças criminosas baianas que estariam escondidas na comunidade carioca sob proteção do Comando Vermelho.

Durante a operação, um homem também foi preso em flagrante com um fuzil. Armas e drogas foram apreendidas.

Operação mira fugitivos da Bahia

A ofensiva desta segunda-feira é resultado de um trabalho conjunto de inteligência que tenta localizar e prender 13 detentos que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis, na Bahia, em dezembro de 2024. De acordo com as autoridades, os foragidos seguem atuando à distância, mantendo influência sobre atividades criminosas, principalmente o tráfico de drogas.

Mesmo escondidos no Rio de Janeiro, os investigados continuam exercendo funções de liderança dentro da organização, segundo o Ministério Público.

Tiroteio e impacto na rotina

A operação também teve impacto direto na rotina da região. Mais cedo, cerca de 200 turistas que estavam no mirante do Morro Dois Irmãos ficaram temporariamente impedidos de deixar o local por conta do confronto armado.

Criminosos chegaram a incendiar caçambas de lixo e bloquear a Avenida Niemeyer, uma das principais vias da Zona Sul do Rio. A via foi liberada posteriormente, e não há registro de feridos.

As investigações seguem em andamento, e as forças de segurança afirmam que o monitoramento continuará até a captura de todos os foragidos.